Esporte na Band

Noskova vence final tcheca e vira mais jovem campeã de Wimbledon em 15 anos

Aos 21 anos, atleta supera drama após rival salvar cinco match points e conquista seu primeiro Grand Slam na carreira

Da redação
DA REDAÇÃO

11/07/2026 • 16:55 • Atualizado em 11/07/2026 • 16:58

 Linda Noskova com troféu de Wimbledon

Linda Noskova com troféu de Wimbledon

REUTERS/Toby Melville

Resumo

Final feminina de Wimbledon teve vitória de Linda Noskova sobre Karolina Muchova por 2 sets a 1, tornando Noskova, aos 21 anos, a mais jovem campeã do torneio desde 2011 e garantindo seu primeiro título de Grand Slam.

Decisão 100% tcheca foi apenas a segunda final de simples feminina entre não americanas da mesma nacionalidade na Era Aberta, com domínio recente de tenistas tchecas em Wimbledon, que teve três campeãs do país nos últimos quatro anos.

Título rendeu a Noskova salto para o 7º lugar no ranking mundial, enquanto Muchova, que salvou cinco match points na decisão, subiu para a 6ª posição, apesar de acumular sua segunda derrota em finais de Grand Slam.

A juventude de Linda Noskova superou a experiência de Karolina Muchova na final feminina 100% tcheca do torneio de Wimbledon neste sábado (11). Ao derrotar a compatriota por 2 sets a 1, com parciais de 6/2, 5/7 e 6/3, em 2h28 de confronto, Noskova faturou sua primeira decisão de Grand Slam na carreira. Com o feito, ela se tornou, aos 21 anos, a mais jovem campeã a erguer o troféu em Londres desde que a também tcheca Petra Kvitova venceu a competição em 2011.

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Feito histórico e quebra de tabus na grama de Londres

Uma decisão de Wimbledon dominada por atletas de um mesmo país é um acontecimento raro no circuito. Antes do duelo deste sábado, a última final de simples feminina com tenistas da mesma nacionalidade havia ocorrido em 2009, quando as irmãs norte-americanas Serena e Venus Williams disputaram o título, com vitória de Serena.

Além disso, o confronto entre as tchecas entrou para a história por outros motivos:

Representou apenas a segunda final de simples feminina de Wimbledon na Era Aberta (a partir de 1969) com jogadoras do mesmo país, sem contar atletas dos Estados Unidos.

O único precedente dessa marca havia acontecido em 1971, quando as australianas Evonne Goolagong e Margaret Court decidiram o campeonato.

O torneio londrino, que registrou dez campeãs distintas nos últimos dez anos, vem testemunhando uma hegemonia de atletas da República Tcheca nas temporadas mais recentes. Noskova consolidou-se como a terceira tenista de seu país a vencer o mais tradicional dos Grand Slams em um intervalo de quatro anos, seguindo os passos de Barbora Krejcikova, campeã em 2024, e Marketa Vondrousova, que levou a taça em 2023.

Reação incrível no ranking e o drama de Muchova

A conquista do terceiro título da carreira renderá a Noskova a sua melhor posição no ranking mundial de tênis, dando um salto do 12º para o sétimo lugar.

Do outro lado, Karolina Muchova protagonizou uma reação histórica ao salvar cinco match points — o maior número já registrado em uma final de Grand Slam. Apesar do revés, ela deve subir uma posição na tabela e atingir o 6º lugar do mundo, que também passa a ser a melhor colocação de sua trajetória profissional. Aos 29 anos, Muchova agora contabiliza duas derrotas em duas finais de Major disputadas e demonstrou visível desolação durante o seu discurso na cerimônia de premiação.

O desenrolar do jogo na Quadra Central

A partida decisiva teve início com um domínio avassalador de Noskova, que obteve duas quebras de serviço e fechou o primeiro set em rápidos 31 minutos. Atordoada em quadra, Muchova só conseguiu o seu primeiro break point no terceiro game da segunda parcial. No entanto, a vice-campeã iniciou uma reação impressionante que incendiou o público presente na Quadra Central de Wimbledon:

  • O sufoco: Muchova perdia por 5/2 no segundo set e sacava quando precisou salvar três match points para se manter viva.
  • A quebra: Na sequência, ela quebrou o serviço de Noskova — que havia sido superado apenas duas vezes somando suas três partidas anteriores — anulando mais um ponto do título da rival.
  • O empate: Novamente com o seu saque, Muchova salvou um quinto match point antes de confirmar cinco games seguidos, fechar a parcial por 7/5 e receber a maior ovação da torcida na final.

Mesmo diante da grande reação da adversária, Noskova não se abalou emocionalmente e aplicou uma quebra de serviço logo na largada do set decisivo. Posteriormente, servindo mais uma vez com o placar em 5/3, a jovem de 21 anos finalmente converteu o seu sexto match point no jogo. Ao selar a vitória, desabou na grama da Quadra Central para festejar o maior troféu de sua carreira, sob os olhares atentos da compatriota Petra Kvitova, que assistia a tudo diretamente das tribunas do estádio.

Com informações da Estadão Conteúdo