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Instabilidade no Brasileirão: quatro demissões e pico histórico de buscas no Google

Interesse por “demissão no futebol” é o maior desde abril de 2023, segundo dados do Google Trends

Bárbara Fava
BÁRBARA FAVA

18/04/2025 • 13:31 • Atualizado em 18/04/2025 • 13:31

Abril nem terminou e já temos um técnicos por rodada demitido no Brasileirão 2023. A movimentação nos bastidores dos clubes virou assunto quente dentro e fora de campo — e isso se reflete nas buscas no Google.

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De acordo com dados da Sala Digital, parceria da Band com o Google, abril de 2025 registra o maior interesse por “demissão no futebol” desde abril de 2023, mês que também foi marcado por uma onda de trocas nos comandos técnicos. À época, Vítor Pereira foi demitido do Flamengo após levar 4 a 1 do Fluminense, Rogério Ceni caiu no São Paulo e, lá fora, a Premier League bateu recorde com 13 técnicos demitidos em uma única temporada. Foi caos no Brasil e no mundo da bola.

Historicamente, abril e novembro são os meses com maior volume de buscas sobre demissões no futebol no Brasil. Compreensível, uma vez que acabam os campeonatos estaduais, começam o Brasileirão e as fases decisivas da Libertadores e Sul-Americana. Ou seja: pressão total. Já em novembro, a temporada se encerra e os clubes projetam o ano seguinte — hora de trocar peças e planejar o futuro.

E em 2025, o ciclo recomeçou com força.

Corinthians: de campeão paulista a crise total

A demissão mais recente foi a de Ramon Díaz, no Corinthians. O técnico argentino já vinha pressionado pela eliminação precoce na Pré-Libertadores e por um desempenho fraco na Sul-Americana. Apesar do título paulista conquistado no início do mês, o rendimento caiu drasticamente — e ele não resistiu.

O técnico do sub-20, Orlando Ribeiro, assume interinamente enquanto o clube busca um novo nome para tentar reorganizar o time e evitar mais vexames.

Santos: Caixinha não durou nem quatro meses

No Santos, a fase também é turbulenta. O português Pedro Caixinha foi demitido após perder para o Fluminense na Vila Belmiro. Mesmo com nomes de peso no elenco — como o retorno de Neymar — o time não encaixou e já amarga a zona de rebaixamento no início do Brasileirão.

A eliminação nas semifinais do Paulistão também pesou contra Caixinha, que sai com aproveitamento baixo e muitas críticas da torcida.

Grêmio: Quinteros também entrou na lista

Outro técnico que não resistiu foi Gustavo Quinteros, no Grêmio. A gota d’água foi a goleada promovida pelo Mirassol. A equipe já vinha sendo questionada pelo desempenho instável e a direção resolveu agir rápido para tentar salvar a temporada.

Agora, o tricolor gaúcho busca um treinador que possa dar uma resposta imediata — e acalmar a torcida.

E agora?

No fim das contas, a temporada nem engrenou e já tem clube apertando o botão de emergência.

A sequência de demissões escancara não só a pressão por resultados imediatos, mas também o quanto planejamento, paciência e convicção seguem sendo artigos raros no futebol brasileiro. E enquanto os técnicos caem, as buscas disparam. Afinal, no país onde o cargo mais instável é o de treinador, todo torcedor já virou especialista em crise — e o Google continua sendo o termômetro dessa instabilidade.

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