Esporte na Band

Palmeiras registra déficit superior a R$ 100 milhões no 1º semestre de 2026

Metas com venda de atletas abaixo do projetado e premiações fazem resultado estourar orçamento em seis vezes

Da redação
DA REDAÇÃO

04/08/2026 • 13:40 • Atualizado em 04/08/2026 • 13:40

Leila Pereira, presidente do Palmeiras

Leila Pereira, presidente do Palmeiras

Cesar Greco/Palmeiras

Resumo

O Palmeiras encerrou o primeiro semestre de 2026 com um déficit acumulado de R$ 124 milhões, superando significativamente a previsão inicial de R$ 19,37 milhões negativos, devido principalmente à frustração das receitas em relação ao orçamento aprovado.

A arrecadação do clube ficou abaixo do esperado em diversas frentes: as vendas de atletas somaram apenas R$ 87,13 milhões frente à meta de R$ 242,4 milhões, as receitas de premiações caíram de R$ 165,9 milhões em 2025 para R$ 16,4 milhões em 2026, e o faturamento com publicidade, patrocínios e o programa Avanti também ficou aquém do planejado.

O controle das despesas operacionais manteve-se dentro do previsto, com gastos de R$ 608 milhões contra R$ 607 milhões orçados, mas a queda nas receitas resultou em uma variação negativa seis vezes maior do que a projeção inicial e distante da expectativa de superávit de R$ 11,2 milhões para o ano.

O Palmeiras encerrou o primeiro semestre de 2026 com um déficit acumulado de R$ 124 milhões. O montante, detalhado no balancete de junho publicado pelo clube, supera de forma expressiva os R$ 19,37 milhões que haviam sido projetados para os primeiros seis meses do ano — uma variação negativa seis vezes maior do que a previsão inicial.

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A arrecadação do Alviverde no período ficou abaixo do planejado. A Receita Operacional Líquida fechou em R$ 432,35 milhões, registrando um déficit de aproximadamente R$ 186,7 milhões em comparação aos R$ 619 milhões estipulados no orçamento.

O principal fator que pesou contra o balanço financeiro foi o não atingimento das metas estipuladas com a negociação de atletas: a diretoria projetava arrecadar cerca de R$ 242,4 milhões com transferências, contudo obteve apenas R$ 87,13 milhões.

Queda em premiações e comparação com 2025

A arrecadação do primeiro semestre de 2026 apresentou retração acentuada frente ao mesmo período de 2025. No ano anterior, impulsionado pela venda do zagueiro Vitor Reis ao Manchester City por R$ 217 milhões, o Palmeiras somou R$ 261 milhões em negociações de jogadores, o que representa uma queda de quase R$ 174 milhões na comparação anual.

As receitas de premiações também registraram forte retração. O valor caiu de R$ 165,9 milhões obtidos na temporada passada — quando a equipe alcançou a fase de quartas de final do Mundial de Clubes — para R$ 16,4 milhões acumulados nos seis primeiros meses deste ano.

Desempenho de patrocínios, Avanti e controle de gastos

Somadas às perdas com vendas de atletas e premiações, outras frentes de receita não alcançaram o desempenho previsto no orçamento:

  • Publicidade e Patrocínios: Rendemos R$ 109,114 milhões, frente à expectativa de R$ 133,731 milhões.
  • Programa Avanti: Arrecadou R$ 35,546 milhões, ficando abaixo dos R$ 41,729 milhões projetados.

Em contrapartida à frustração nas receitas, o controle das despesas operacionais manteve-se alinhado ao planejamento. O clube registrou um gasto de R$ 608 milhões, número próximo dos R$ 607 milhões previstos no orçamento aprovado, sinalizando austeridade na gestão dos custos.

Em dezembro de 2025, o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Palmeiras havia aprovado por unanimidade o orçamento para o exercício de 2026, projetando uma receita total de R$ 1,2 bilhão e um superávit final de R$ 11,2 milhões.

Com informações da Estadão Conteúdo