Resumo
Lançamento da nova camisa do São Paulo para 2026 gerou polêmica entre conselheiros antes mesmo de chegar às lojas, devido à possível violação do estatuto do clube que rege os detalhes do uniforme número 1, especialmente quanto à disposição das três faixas horizontais e à aplicação do escudo.
Estatuto do clube determina que o emblema deve cobrir inteiramente as faixas, mas conselheiros alegam que o novo modelo não atende essa exigência, enquanto a diretoria, amparada por parecer jurídico, entende que a imagem do estatuto é exemplificativa, desde que os elementos essenciais sejam mantidos.
Possibilidade de representação formal no Conselho Deliberativo foi levantada caso o lançamento ocorra sem ajustes, com decisão final sobre descumprimento do estatuto a ser tomada internamente, enquanto o clube e a fornecedora mantêm o planejamento de lançamento sem alterações.
A nova camisa do São Paulo para a temporada 2026 foi lançada oficialmente nesta quarta-feira (11), mas já causava polêmica entre conselheiros do clube antes mesmo de ganhar as lojas.
O motivo do debate é a possível violação do estatuto tricolor, que estabelece regras detalhadas para o uniforme número 1, especialmente em relação à disposição das três faixas horizontais e à aplicação do escudo sobre elas.

São Paulo lança uniforme para a temporada de 2026. Foto: São Paulo/Divulgação
O que diz o estatuto tricolor
O artigo 157 do estatuto do São Paulo Futebol Clube determina as características do uniforme principal. O § 1º estabelece:
- § 1º - O de número 1 será composto por camisas brancas, tendo à altura do peito 3 (três) faixas horizontais vermelha, branca e preta, nessa ordem, cobertas inteiramente pelo Emblema. As faixas vermelha e preta com 5 (cinco) centímetros de largura e a branca com 2,5 centímetros. O Uniforme número 1 será composto também por shorts brancos e meias brancas. Em caso de impossibilidade determinada pela entidade organizadora do jogo, deverão ser utilizados os shorts e meias pretos. Apenas na impossibilidade de utilização das cores preferenciais por determinação da entidade organizadora do jogo, serão utilizados shorts e meias vermelhos.
É justamente a interpretação do trecho “cobertas inteiramente pelo Emblema” que gera divergência interna sobre o novo uniforme. Conselheiros que tiveram acesso ao modelo entendem que o desenho apresentado não atende integralmente a essa exigência.
Parte do Conselho Deliberativo sustenta que alterações estruturais no uniforme número 1 não podem ocorrer sem modificação estatutária prévia, e que propostas fora do padrão histórico deveriam ser aplicadas apenas em modelos alternativos.
Diretoria cita parecer jurídico
A diretoria do clube, liderada pelo presidente Harry Massis Júnior, adota interpretação diferente. Segundo o entendimento interno, há parecer jurídico favorável ao lançamento do modelo.
O documento aponta que a imagem ilustrativa presente no estatuto teria caráter exemplificativo, não exigindo que o escudo funcione como moldura exata das faixas, desde que os elementos essenciais do uniforme sejam preservados.
Entre os conselheiros que se manifestaram publicamente está Marco Aurélio Cunha, que classificou o modelo como fora das regras do estatuto em publicação nas redes sociais.
Possível representação no Conselho
O presidente foi alertado de que pode haver representação formal caso o lançamento ocorra sem ajustes. Se isso acontecer, o tema será analisado pelo Conselho Deliberativo, que decidirá se houve ou não descumprimento do estatuto.
Até o momento, o clube não indicou que fará alterações no modelo, e a fornecedora mantém o planejamento de lançamento. O desfecho dependerá da interpretação que prevalecer internamente no órgão deliberativo.
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