Esporte na Band

“Quero tirar o São Paulo da UTI”, diz Harry Massis sobre crise do clube

Dirigente admite cenário caótico, fala em herança pesada e promete reorganização gradual

Da redação
DA REDAÇÃO

31/01/2026 • 18:25 • Atualizado em 31/01/2026 • 18:25

O presidente do São Paulo, Harry Massis, afirmou que sua prioridade é recuperar o clube da grave situação administrativa e financeira em que se encontra, com foco em reequilibrar as contas e fortalecer relações com jogadores. A declaração foi dada ao programa Encontro de Craques, do BandSports.

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Massis assumiu a presidência em meio a um cenário de instabilidade política no clube, após a renúncia do então presidente Júlio Casares. Vice-presidente da gestão anterior, ele herdou um contexto marcado por dificuldades financeiras acumuladas ao longo dos últimos anos e por um ambiente interno de tensão administrativa.

“O meu ideal é tirar o São Paulo dessa UTI que está. Primeira coisa, focar na parte financeira. Isso é o principal.”

Segundo o presidente, parte do processo de reorganização passa pelo diálogo com o elenco e pela tentativa de regularizar pendências herdadas. Massis contou que se reuniu recentemente com jogadores do grupo profissional e afirmou que a conversa teve boa receptividade.

“Eu prometi que nós precisamos acertar devagarzinho, com calma. Vamos acertar com os jogadores também o passado. Não só o presente.”

Harry Massis Júnior, presidente do São Paulo I Foto: Divulgação/Harry Massis Júnior

Harry Massis Júnior, presidente do São Paulo I Foto: Divulgação/Harry Massis Júnior

Ao tratar das obrigações assumidas em gestões anteriores, o dirigente reconheceu a complexidade do cenário e evitou prometer soluções imediatas. Para ele, a recuperação do clube será construída de forma gradual, com avanços progressivos.

“Vou pegar a herança que veio do passado, que é horrível. Nós temos uma longa escada para subir. Se eu conseguir fazer dois, três, quatro degraus, eu vou ficar muito feliz.”

Harry Massis também reforçou que sua meta é entregar o São Paulo em uma condição institucional melhor do que a encontrada no início do mandato.

“Vou ficar muito feliz se eu conseguir devagarzinho tirar um pouquinho o São Paulo da UTI e levar para uma semi-UTI, e entregar para o próximo presidente uma situação melhor do que a que eu estou recebendo.”