
Rogério Caboclo, ex-presidente da CBF
Lucas Figueiredo/CBF
Apenas cinco dias após confirmar a intenção de concorrer ao comando do São Paulo, o conselheiro vitalício Rogério Caboclo anunciou neste sábado (15) que não dará prosseguimento à sua pré-candidatura. O pleito, marcado para a primeira quinzena de dezembro, vai definir o presidente do clube para o triênio 2027-2029.
Em carta aberta endereçada aos sócios, conselheiros e torcedores, Caboclo justificou que a decisão "nasce da compreensão de que, neste momento, a unidade da oposição deve estar acima de qualquer projeto individual".
Cenário político e novos nomes
O bastidor político tricolor vive momento conturbado sob a gestão de Harry Massis, que assumiu o cargo após o impeachment de Julio Casares, em janeiro de 2026.
Sócio desde 1990 e com passagens pela diretoria financeira do São Paulo (2000-2002), Federação Paulista de Futebol e CBF, Caboclo enfrentava contestação interna por conta do seu histórico no comando da entidade nacional, de onde foi afastado entre 2019 e 2021 por denúncias de assédio, sendo declarado inocente em 2023.
Seu projeto eleitoral contava com o apoio de Olten Ayres de Abreu Jr, presidente do Conselho e principal opositor da atual gestão.
Com o recuo de Caboclo, as definições para a eleição avançam:
Oposição: deve marchar com Marcelo Portugal Gouvêa (Marcelinho), filho do ex-presidente são-paulino homônimo (gestão 2002-2006).
Situação: projeta lançar Adilson Alves Martins, ex-diretor financeiro do clube (2015-2017) e ex-aliado de Julio Casares.
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