
Morumbi, estádio do São Paulo
Felipe Santos/Ceará SC
O São Paulo iniciou a retirada dos equipamentos da empresa FGoal, antiga responsável pela operação de alimentos e bebidas no Morumbi em dias de jogos e shows. A decisão ocorre após o encerramento de uma disputa judicial entre o clube e a fornecedora.
O aviso de rescisão dava à empresa um prazo de 30 dias para retirar todos os materiais do estádio. Como o período terminou em 6 de março sem que a remoção fosse realizada, o clube decidiu iniciar o processo por conta própria.
A ação começou nesta semana com a presença de um escrevente de cartório, responsável por registrar o inventário dos equipamentos.
Equipamentos serão armazenados
Entre os materiais retirados estão geladeiras, estufas, fogões, panelas e outros utensílios utilizados na operação de alimentação do estádio.
Após o levantamento, os itens serão encaminhados para um galpão de armazenamento. Os custos da operação serão posteriormente repassados à FGoal.
A retirada dos equipamentos também abre espaço para o início da operação da nova empresa contratada pelo São Paulo.
Nova parceira já atua em grandes arenas
A nova empresa responsável pela operação de alimentos e bebidas no Morumbi será a GSH, que já atua em estádios como o Allianz Parque e a Arena MRV.
A estreia da nova operação deve ocorrer já no próximo compromisso do São Paulo em casa, quando a equipe recebe o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro.
A expectativa interna é que o novo acordo gere receitas maiores ao clube e traga uma padronização maior nos serviços de alimentação e bebidas.
Operação será apenas em dias de jogos
Inicialmente, a atuação da GSH será restrita às partidas do São Paulo no Morumbi.
Eventos e shows realizados no estádio poderão continuar sendo operados por empresas escolhidas pelas produtoras responsáveis pelas apresentações.
A antiga parceira também prestava serviços para produtoras de eventos que utilizam o estádio, o que pode continuar acontecendo em situações específicas.
Entenda a disputa entre São Paulo e FGoal
A FGoal havia sido contratada para operar a venda de alimentos e bebidas nos jogos do São Paulo em 2023 e ampliou sua atuação para o clube social em 2024.
Em fevereiro deste ano, o São Paulo solicitou a rescisão por justa causa após identificar descontos em repasses financeiros realizados pela empresa ao clube.
A FGoal afirmou que a diretoria tinha conhecimento da operação e que os valores se referiam a serviços de tecnologia e fiscalização relacionados ao uso das maquininhas de cartão.
A empresa chegou a entrar com uma ação judicial para impedir o rompimento do contrato e cobrar cerca de R$ 5,18 milhões referentes a lucros previstos até 2029. A liminar foi negada pela Justiça.
Posteriormente, a FGoal decidiu pedir a extinção da ação e trocar sua representação jurídica, indicando que deve adotar uma nova estratégia na disputa com o clube.
Com Agência Estado
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