Esporte na Band

São Paulo e Novorizontino divergem sobre dívida que pode gerar transfer ban

Tricolor afirma ter acertado pagamento entre presidentes, enquanto clube do interior nega nova negociação e cobra quitação integral

Matheus Gavazzi
MATHEUS GAVAZZI

12/08/2026 • 18:49 • Atualizado em 12/08/2026 • 23:49

Djhordney, meia do São Paulo

Djhordney, meia do São Paulo

Miguel Schincariol/São Paulo FC

Resumo

O São Paulo pode sofrer transfer ban se não regularizar em 45 dias uma dívida com o Novorizontino.

Os clubes divergem sobre um possível acordo: o Tricolor diz que houve acerto entre presidentes, enquanto o Novorizontino nega nova negociação.

A dívida envolve a compra de 70% dos direitos de Djhordney Ferreira, e o Novorizontino afirma que nenhuma das cinco parcelas foi paga.

O São Paulo pode sofrer um transfer ban caso não quite, em até 45 dias, uma dívida com o Novorizontino. A determinação foi tomada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, responsável pela aplicação das regras de Fair Play da CBF.

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A informação inicial foi divulgada por Rodrigo Mattos, do UOL. Segundo a publicação, o Tricolor terá de pagar R$ 1 milhão, além de R$ 100 mil de multa e correção monetária de 1% ao mês sobre as parcelas em atraso.

Procurados pelo Band.com.br, São Paulo e Novorizontino apresentaram versões divergentes sobre a existência de um acordo para o pagamento da dívida.

O Tricolor afirma que os presidentes Harry Massis e Genilson Rocha acertaram um compromisso e aguardam apenas a formalização jurídica. Já o Novorizontino diz que não há negociação para um novo acordo e cobra o cumprimento integral da obrigação.

Entenda a dívida

O débito é referente à compra de 70% dos direitos econômicos de Djhordney Ferreira, por R$ 1 milhão.

O meia chegou inicialmente por empréstimo ao São Paulo, que depois exerceu a opção de compra. Segundo o Novorizontino informou ao Band.com.br, o pagamento foi dividido em cinco parcelas, mas nenhuma foi quitada.

De acordo com o UOL, o Novorizontino acionou a CBF no início de julho. O São Paulo reconheceu o débito durante o processo e alegou dificuldades financeiras para justificar o atraso.

A explicação não foi aceita dentro das regras do Fair Play, e o clube recebeu prazo de 45 dias para regularizar a situação antes da aplicação do transfer ban.

São Paulo diz que acordo foi acertado

Em nota enviada ao Band.com.br, o São Paulo afirmou que houve um entendimento entre os presidentes antes da publicação da decisão.

“Antes da publicação da decisão pela agência, o São Paulo Futebol Clube, por meio do presidente Harry Massis, entrou em contato com Genilson Rocha, presidente do Grêmio Novorizontino, e ajustou um acordo de pagamento. As partes aguardam o alinhamento entre os departamentos jurídicos dos clubes para a formalização do compromisso.”

Novorizontino nega nova negociação

O Novorizontino apresentou uma versão diferente e afirmou que não existe negociação para um novo acordo.

“O Grêmio Novorizontino informa que o débito é referente à negociação de parte dos direitos econômicos do atleta Djhordney Ferreira. Das cinco parcelas previstas, nenhuma foi paga pelo São Paulo Futebol Clube.

O Novorizontino esclarece que não há negociação para um novo acordo e aguarda o cumprimento integral da obrigação.”

O que acontece se o São Paulo não pagar?

Caso a dívida não seja regularizada dentro dos 45 dias, o São Paulo ficará impedido de registrar novos jogadores.