Esporte na Band

Super Bowl 60 ganha contornos políticos com Trump, Bad Bunny e mais

Presidente dos Estados Unidos alfintetou cantor porto-riquenho, que será a atração no show do intervalo

Da redação
DA REDAÇÃO

06/02/2026 • 18:44 • Atualizado em 06/02/2026 • 18:44

Bad Bunny será a atração do show do intervalo da NFL

Bad Bunny será a atração do show do intervalo da NFL

Kirby Lee-Imagn Images

O Super Bowl 60, a grande final da temporada de 2025 da NFL, a principal liga de futebol americano, está chegando. New England Patriots e Seattle Seahawks disputam o título a partir das 20h30 (Brasília) deste domingo (8), no Levi's Stadium, em São Francisco, em uma das decisões mais esperadas dos últimos anos dentro e fora do campo. Isso porque o evento é cercado de polêmicas entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o cantor porto-riquenho Bad Bunny, atração do show do intervalo.

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Alfinetadas de Trump após anúncio

Bad Bunny, que recentemente venceu três Grammys, o prêmio mais cobiçado da música, foi anunciado como atração do show do intervalo do Super Bowl 60 no dia 28 de setembro de 2025. Uma semana após a confirmação por parte da NFL, Donald Trump detonou a liga pela escalação do porto-riquenho na final do futebol americano.

Nunca ouvi falar dele. Não sei quem ele é, não sei por que estão fazendo isso. É loucura. Eu acho ridículo - Donald Trump, em 7 de outubro de 2025

Pouco antes de criticar Bad Bunny publicamente, o governo Trump determinou que iria “buscar os imigrantes ilegais” presentes no show do cantor. É esperada que a fiscalização e a presença de agentes aumente no Super Bowl 60.

Bad Bunny critica política de Trump

O cantor porto-riquenho respondeu Donald Trump após conquistar o prêmio de Álbum do Ano no Grammy. Em discurso depois de levantar o troféu, Bad Bunny criticou a política do ICE (Serviço de Alfandega e Imigração) e pediu o afastamento das operações dos agentes.

"Primeiro de tudo, eu quero dizer: fora ICE. Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas, somos humanos e somos americanos. O ódio se torna mais poderoso com mais ódio. A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor - Bad Bunny, no Grammy.

Jogadores da NFL divergem sobre Bad Bunny

Uma pesquisa realizada pelo jornal americano The Athletic com os jogadores da NFL dividiu opiniões sobre a presença de Bad Bunny no show do intervalo do Super Bowl 60. 58% dos entrevistados apoiaram o nome do porto-riquenho, enquanto 42% rejeitaram.

Bad Bunny foi o artista mais ouvido no mundo em 2025. Ele somou cerca de 20 bilhões de reproduções no Spotify, superando Taylor Swift. Ele é o primeiro cantor latino a se apresentar no Super Bowl desde Shakira, que cantou ao lado de Jennifer Lopez em 2020, no Super Bowl 54, em Miami.