
John Textor, dono da SAF do Botafogo
Vitor Silva / Botafogo
Resumo
Proposta de investimento apresentada por John Textor, dono da SAF do Botafogo, prevê aporte imediato de US$ 25 milhões (R$ 128,5 milhões) para garantir liquidez, pagamento de despesas essenciais e minimizar impactos da crise financeira no clube.
Estrutura da operação envolve capital próprio (equity) em troca de novas ações ordinárias, sem geração de dívidas, mantendo preservada a participação de 10% do clube social e fortalecendo o balanço patrimonial de forma sustentável.
Capitalização total alcança US$ 50 milhões (R$ 257 milhões) com outro aporte já assegurado junto à GDA Luma e Hutton Capital, aguardando desde janeiro autorização do clube social para entrada dos recursos e continuidade das operações.
Dono da SAF do Botafogo, John Textor apresentou formalmente nesta terça-feira uma proposta para investir US$ 25 milhões (cerca de R$ 128,5 milhões) adicionais no clube. O movimento busca garantir liquidez imediata para o pagamento de despesas essenciais, como a folha salarial, e minimizar os impactos da crise financeira na instituição.
Entenda a proposta de investimento
De acordo com a carta enviada ao clube social, o montante oferecido por Textor não se trata de um empréstimo, mas de um aporte de capital próprio. Em troca do valor, o empresário receberia novas ações ordinárias da SAF. Na visão do dirigente, o objetivo é fortalecer o balanço patrimonial por meio de ativos (equity) em vez de gerar dívidas adicionais.
O investidor ressaltou que a participação de 10% pertencente ao clube social será preservada, conforme estabelecido no acordo de acionistas original. Textor classifica o movimento como a entrada de "dinheiro novo e saudável" para assegurar as ambições esportivas do Alvinegro a longo prazo.
Capitalização total e próximos passos
O novo aporte de US$ 25 milhões soma-se a outra contribuição de igual valor, anteriormente assegurada junto à GDA Luma e à Hutton Capital. Com isso, a capitalização total chegaria a US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 257 milhões).
Segundo o documento, a SAF aguarda desde janeiro uma autorização do clube social para a entrada desses recursos. Textor reforçou a necessidade de uma resposta célere para manter a operação continuada.
Confira a íntegra da carta de John Textor
"Como movimento de grande relevância pública e com o compromisso de atualizar a apaixonada torcida alvinegra sobre o andamento das questões societárias, gostaria de compartilhar os detalhes de uma Carta-Proposta enviada ao Clube Social na noite desta segunda-feira:
- Apresentei formalmente o interesse de investir, com capitais próprios, US$ 25 milhões (R$ 128,5 milhões, aproximadamente, no câmbio atual) adicionais na SAF Botafogo através de aporte financeiro, reforçando meu compromisso contínuo com o sucesso de longo prazo do Clube. Este investimento está estruturado como um aporte de capital próprio (equity), com injeção de recursos na SAF em troca de ações ordinárias, fortalecendo a posição financeira do clube de maneira sustentável e responsável.
- Os 10% de participação do Clube Social permanecem preservados, conforme previsto no Acordo de Acionistas, sendo a capitalização viabilizada por meio da emissão de novas ações. Trata-se de um investimento e não de um empréstimo, ou seja, dinheiro novo e saudável entrando no clube.
- O aporte se soma à contribuição de US$ 25 milhões (R$ 128,5 milhões) previamente assegurada junto à GDA Luma e à Hutton Capital, totalizando US$ 50 milhões (R$ 257 milhões) em capitalização para apoiar a estabilidade financeira e as ambições esportivas do Botafogo.
- Desde Janeiro deste ano, a SAF está aguardando uma autorização do Clube Social para a entrada de equity. Hoje, reitero esse pedido formalmente para a que possamos seguir com o processo de capitalização. O aumento de capital tem como objetivo garantir liquidez imediata e de médio prazo, incluindo obrigações com folha de pagamento, ao mesmo tempo em que fortalece o balanço patrimonial por meio de equity, em vez de dívida adicional.
- Sigo comprometido em apoiar o Botafogo e garantir sua operação continuadamente, mas não posso fazer isso sozinho. O apoio e autorização do Clube Social são essenciais para seguirmos com o investimento e manter a força financeira da SAF.
- Estou pronto para continuar financiando o Botafogo e ansioso para trabalhar em colaboração com todos os interessados para garantir estabilidade, continuidade e sucesso do nosso projeto esportivo."
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