
Champions League
Peter Cziborra/Reuters
Polêmica em todos as ligas do mundo, a arbitragem se tornou o tema central nas competições comandadas pela Uefa. A entidade máxima do futebol europeu fez uma lista repleta de exigências que visam proteger os jogadores e diminuir o uso excessivo do VAR.
As normas que foram definidas em uma reunião serão colocadas em prática já nesta fase de playoffs da Champions League. Os árbitros, além de estarem em constante avaliação, terão reconhecimento de seu trabalho e os melhores receberão premiações.
Eles passaram por uma semana preparatória e esperam mostrar em campo o que aprenderam. Diretor de arbitragem da Uefa, Roberto Rosetti passou uma firme mensagem na qual a segurança do atleta será a prioridade em campo.
"Notavelmente, metade de todos os lances graves de jogo sujo ocorrem em uma zona específica do campo, perto das áreas técnicas, onde a emoção e a proximidade com a comissão técnica podem levar a entradas mais violentas. Uma parcela significativa de entradas violentas também surge de situações como perda de controle da bola, bolas quicando e disputas de bola dividida, momentos em que os jogadores instintivamente se esticam e correm o risco de colocar um adversário em perigo", finalizou.
A entidade reforça que apenas os capitães têm acesso a comunicação com os árbitros e não medirá esforços para extinguir os exageros em campo, em claro combate à simulação.
"O que vemos na televisão nem sempre é o que o árbitro vê em campo. A mensagem para os árbitros é que permaneçam vigilantes, mas justos e que saibam distinguir faltas genuínas de reações exageradas destinadas a enganar", disse.
Nesses casos o VAR poderia ser utilizado, mas o chefe de arbitragem quer que a ajuda tecnológica seja utilizada apenas em último caso e para corrigir equívocos.
“Precisamos lembrar por que o VAR foi introduzido e criado para corrigir erros. A tecnologia é excelente para decisões objetivas, como impedimentos, mas para julgamentos subjetivos, precisamos ser cautelosos, porque quando revisamos pequenos detalhes, estamos tornando o jogo mais lento”, afirmou.
Por fim, a Uefa tenta ajustar as faltas por mão na bola. E instruiu seus árbitros para avaliar alguns quesitos. São eles: a atitude e a intenção do jogador, verificar se os braços estão em posição natural, especialmente ao cair ou recuperar o equilíbrio e contato após um desafio físico, onde desvios podem ser inevitáveis.
*Com informações da Agência Estado
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