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Conselho Deliberativo do São Paulo agenda votação de impeachment de Casares

Caso aprovado pela maioria do Conselho, presidente do tricolor paulista terá continuidade avaliada pelos sócios

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DA REDAÇÃO COM ESTADÃO CONTEÚDO

06/01/2026 • 23:00 • Atualizado em 06/01/2026 • 23:06

Presidente do São Paulo Futebol Clube, Júlio Casares

Presidente do São Paulo Futebol Clube, Júlio Casares

Pedro França/Agência Senado

O Conselho Deliberativo do São Paulo vai votar o impeachment de Julio Casares no dia 14 de janeiro, às 18h30, no MorumBis. A convocação da reunião extraordinária foi feita pelo presidente do órgão, Olten Ayres de Abreu Júnior, na noite desta terça-feira.

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No encontro, Casares poderá se defender das acusações feitas no requerimento do processo. Ele é acusado de má gestão orçamentária, venda de atletas abaixo do valor de mercado e uso ilegal de camarote.

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Depois, haverá a votação (secreta e apenas presencial). Para que seja aprovado, é preciso que o afastamento tenha voto favorável de maioria qualificada, dois terços do Conselho (177 votos). Isso iria impor um afastamento provisório do presidente.

Em até 30 dias após a votação do Conselho, uma Assembleia Geral de sócios do clube deverá ser instituída para ratificar a decisão do Conselho Deliberativo. Nesta instância, basta maioria simples.

O procedimento foi aberto por um pedido com 57 assinaturas (o mínimo era de 50). Entre os opositores de Casares, há o entendimento de que será difícil conquistar os votos necessários, mesmo diante do desgaste político vivido pelo dirigente.

Um dos motivos é o momento em que a reunião irá ocorrer, em janeiro, com parte dos conselheiros fora de São Paulo. Olten tinha até o dia 23 para convocar a reunião, cumprindo prazo de 30 dias após o recebimento do pedido de afastamento.

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Nesta terça-feira, Casares teve respaldo do Conselho Consultivo, que emitiu parecer contrário ao impeachment. Na prática, o documento não é determinante, mas serve para embasar a discussão dos votos.

Se Casares for afastado no Conselho e pela Assembleia, ele é também banido do clube. Já em caso de renúncia, ele se mantém no Conselho Consultivo. Essa última situação é semelhante ao que viveu o ex-presidente Carlos Miguel Aidar. Em 2015, ele deixou o cargo, sob acusações de desviar recursos do clube.