Ataque russo deixa mortos e feridos em duas cidades ucranianas
Autoridades regionais informaram à agência Reuters que duas crianças estavam entre os feridos

Kharkiv Prosecutor's Office/via REUTERS
Ataques russos mataram seis pessoas em duas cidades ucranianas neste domingo (11). Um dos alvos foi Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, onde três pessoas morreram e 20 ficaram feridas, segundo autoridades. Autoridades regionais informaram à agência Reuters que duas crianças estavam entre os feridos.
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Imagens de câmeras de segurança divulgadas pela Promotoria de Kharkiv mostraram o momento do ataque em uma rua, seguido pela projeção de destroços e focos de incêndio, enquanto alarmes de carros disparavam.
Cessar-fogo energético
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, neste domingo (11), um cessar-fogo energético na guerra entre Rússia e Ucrânia. O anúncio foi feito em publicação na plataforma Truth Social.
Segundo o republicano, o cessar-fogo tem efeito imediato e ambos os países concordaram com a trégua nos ataques contra a infraestrutura energética um do outro.
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“Com efeito imediato, entra em vigor um cessar-fogo energético na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ambas as partes concordaram. Não o violem! Agradeço a sua atenção a este assunto”, escreveu o presidente dos Estados Unidos.
Anúncio do acordo acontece horas depois de Volodymyr Zelensky afirmar, em publicação na plataforma X, antigo Twitter, que a Ucrânia estava pronta para parar de atacar as refinarias de petróleo russas se Moscou parasse de atacar a infraestrutura energética de Kiev. “A verdadeira causa da guerra na Europa é a Rússia e somente a Rússia. É possível parar os ataques contra infraestrutura energética já hoje, mas Putin não quer fazer isso. A Ucrânia estará pronta para parar de atacar refinarias de petróleo russas se a Rússia parar de atacar nossa infraestrutura energética. Qualquer passo de desescalada deve ser recíproco e respaldado por garantias reais”, disse Zelensky. Troca de farpas entre Trump e Zelensky As divergências entre Trump e Zelensky vieram à tona após o ucraniano criticar duramente o acordo entre Washington e Moscou, anunciado na sexta-feira, sobre o fornecimento de diesel russo para os mercados dos EUA e globais a fim de ajudar a reduzir os preços dos combustíveis. Trump, neste sábado (10), pediu que a Ucrânia "arranje um novo líder", depois de Zelensky criticar a decisão da Casa Branca de flexibilizar as sanções ao diesel russo – num momento em que o Partido Republicano de Trump se vê sob forte pressão, com a insatisfação dos eleitores com os preços dos combustíveis, antes das eleições de meio de mandato, no próximo mês. Trump defendeu o pacto, selado após conversa com seu homólogo russo, Vladimir Putin, ao acusar Zelensky de bloquear um acordo com Moscou e de ignorar instruções para não atacar refinarias russas, enquanto Kiev e seus aliados europeus alertavam que aliviar a pressão sobre o Kremlin ajudaria a financiar a guerra. Questionado sobre as críticas, Trump disse que Zelensky havia desobedecido ordens suas de não atacar refinarias russas e que isso arriscaria agravar a escassez de combustível, resultante daguerra travada por EUA e Israel contra o Irã. "Eu disse a ele: 'faça o que quiser [mas] não atinja refinarias. Há muitos alvos. Não atinja refinarias'. E ele foi lá e atingiu", afirmou o republicano. O americano também criticou Zelensky por não realizar eleições desde a invasão russa, em fevereiro de 2022. "Acho que ele deveria realizar eleições; ele poderia ter resolvido essa questão muitas vezes", disse Trump. Zelensky elevou ainda mais o tom de suas críticas ao associar a decisão dos EUA de suspender as sanções ao diesel russo a um ataque que matou 20 pessoas, incluindo três crianças, na cidade ucraniana de Zaporíjia. "Hoje, a Rússia agradeceu pela suspensão das sanções às exportações de diesel lançando cinco bombas planadoras contra prédios residenciais em Zaporíjia", disse Zelenski. "A noite passada trouxe mais uma confirmação de que a Rússia interpreta qualquer alívio na pressão como um sinal de que pode, supostamente, continuar lutando e lançando bombas sobre cidades. São necessários sinais diferentes", instou.
