China e EUA selam acordo de US$ 30 bilhões em tarifas e criam canal para IA
As relações entre as duas maiores economias do mundo ganharam novos contornos neste sábado (26). A China anunciou oficialmente que chegou a um acordo

As relações entre as duas maiores economias do mundo ganharam novos contornos neste sábado (26). A China anunciou oficialmente que chegou a um acordo abrangente com os Estados Unidos para reduzir tarifas comerciais e iniciar conversas estruturadas sobre o futuro da inteligência artificial (IA).
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As medidas fazem parte de um consenso de oito pontos alcançado durante a visita de Estado do presidente da China, Xi Jinping, a Washington, onde se reuniu com o presidente norte-americano, Donald Trump.
O ponto central do entendimento econômico é um corte tarifário recíproco que atinge o montante de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 156 bilhões) em mercadorias não sensíveis de cada lado.
O que muda no comércio bilateral
O pacote visa aliviar o peso de taxações impostas durante anos de atritos comerciais. Entre os itens contemplados pelo acordo estão:
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- Exportações dos Estados Unidos para a China: O bloco norte-americano terá facilidades para o envio de produtos agrícolas, madeira, peixes, frutos do mar, cosméticos e dispositivos médicos.
- Exportações da China para os Estados Unidos: O governo chinês garantiu condições favoráveis para o escoamento de bens de consumo, como pequenos eletrodomésticos, brinquedos, decorações festivas e cadeirinhas automotivas infantis.
Além do corte tarifário, a delegação chinesa assumiu o compromisso de importar ao menos 10 milhões de toneladas métricas de carvão dos Estados Unidos nos anos de 2027 e 2028. Também foram acertadas a criação de um grupo de trabalho focado em barreiras agrícolas e a fundação de um Conselho de Investimento bilateral.
O avanço para a "Super Inteligência"
Outro grande marco da cúpula em Washington foi o avanço diplomático no setor tecnológico. Sob o termo conceitual de "super inteligência", as potências concordaram em estabelecer formalmente o Diálogo EUA-China.
O canal bilateral tem como objetivo principal debater de forma conjunta os riscos, os benefícios e a regulação de salvaguardas para tecnologias emergentes, além de criar mecanismos diretos de comunicação para evitar incidentes graves envolvendo sistemas de inteligência artificial.
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A cúpula é vista por analistas internacionais como um alívio temporário e estratégico nas disputas geopolíticas, garantindo que Pequim e Washington mantenham canais diplomáticos abertos diante de mercados globais atentos aos próximos passos econômicos das superpotências.
Com informações da Agência Estado
