Defesa de Christa Pike quer anular pena de morte após execução fracassada
Detenta segue internada em estado crítico após sobreviver a duas doses de injeção letal nos EUA

Knoxville News Sentinel/USA TODAY NETWORK via Reuters
O advogado da prisioneira Christa Pike solicitou que sua condenação à pena de morte seja comutada, classificando a tentativa de execução realizada pelo estado do Tennessee como um procedimento "torturante". Pike sobreviveu à aplicação de duas doses de pentobarbital no Centro Penitenciário de Segurança Máxima de Riverbend, em Nashville, e permanece internada em estado crítico, inconsciente e respirando por aparelhos.
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Segundo o jornal The New York Post, documentos apresentados à Justiça mostram que falhas no posicionamento dos acessos intravenosos fizeram com que o sedativo vazasse para o tecido do corpo da detenta em vez de fluir pela corrente sanguínea. Testemunhas relataram que a prisioneira chegou a relatar forte sensação de "queimação" ao receber a segunda dose antes de perder os sentidos.
O defensor público federal Stephen Ferrell apelou ao governador do estado, Bill Lee, para que impeça novas tentativas de execução caso a detenta sobreviva. O advogado argumentou que a dor e o trauma suportados pela cliente constituem punição severa e suficiente, ressaltando ainda que o prognóstico de recuperação física e neurológica de Pike permanece incerto.
Repercussão política e suspensão de execuções
O fracasso do procedimento gerou forte impacto na administração estadual. O governador declarou-se "profundamente decepcionado" com a falha e ordenou uma investigação independente conduzida por auditoria externa para revisar protocolos de execução do estado.
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Lee também determinou a suspensão de todas as execuções programadas no Tennessee até o final do ano. Em consequência do episódio, o comissário do Departamento de Correções do Tennessee, Frank Strada, anunciou que deixará o cargo no final deste mês.
Histórico do caso
Christa Pike foi condenada à morte pelo assassinato de sua colega de classe Colleen Slemmer, ocorrido em 1995 em Knoxville, quando Pike tinha 18 anos. A vítima foi atraída para uma área isolada, onde foi agredida e golpeada com um estilete por Pike e seu então namorado, Tadaryl Shipp. Diagnosticada posteriormente com transtorno bipolar e estresse pós-traumático, Pike alega que era uma jovem gravemente doente mental à época do crime.
