Ronco e sorriso: as reações da presa que sobreviveu à injeção letal nos EUA
Única mulher no corredor da morte do Tennessee, Christa Pike está em estado crítico após execução mal sucedida
O som de um ronco alto após receber duas doses de sedativo, a queixa de que o braço parecia que ia "explodir" e um sorriso enorme marcaram a tentativa frustrada de execução de Christa Pike, de 50 anos, na Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend, no Tennessee, Estados Unidos.
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A única mulher no corredor da morte do estado norte-americano sobreviveu à aplicação de pentobarbital na noite de quarta-feira (30) e foi internada em estado crítico em um hospital de Nashville, onde recebe cuidados médicos após sofrer dores intensas e graves complicações corporais causadas pelo procedimento.
Demora na câmara de execução
A sessão na câmara de execução estendeu-se por quase uma hora, extrapolando o tempo habitual de 10 a 15 minutos e gerando estranheza nos jornalistas que acompanhavam o ato. Durante o procedimento, a aplicação de duas seringas de pentobarbital falhou em injetar as substâncias diretamente na corrente sanguínea, fazendo com que o medicamento penetrasse no tecido muscular, deixando o braço direito da detenta roxo, inchado e com bolhas na pele.
Mesmo após a aplicação das doses, Pike permaneceu viva, continuou respirando e chamou a atenção por roncar alto na câmara. Em meio às dores, a presa exclamou que o braço parecia que ia "explodir", deu um sorriso enorme e conversou com os executores e com seu conselheiro espiritual, desejando-lhes "amor e bondade". Ela foi retirada da prisão em uma ambulância e levada ao hospital para receber o atendimento que salvou sua vida.
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Crime em 1995 e métodos alternativos
Christa Pike tinha 18 anos em janeiro de 1995 quando, acompanhada do namorado de 17 anos (Tadaryl Shipp) e de uma terceira cúmplice, atraiu a jovem Colleen Slemmer, de 19 anos, para uma área arborizada em Knoxville, onde a torturaram e mataram. Pike e Shipp confessaram o crime e foram condenados por homicídio em primeiro grau, tornando a detenta a única mulher no corredor da morte do Tennessee e a primeira prevista para ser executada no estado em mais de dois séculos.
Devido a um problema sanguíneo prévio, a defesa da presa havia solicitado o uso de métodos alternativos de execução, como fuzilamento ou enforcamento, mas o pedido foi negado pelas autoridades.
