Internacional

Democratas têm maioria na Câmara, Senado e governos; siga apuração nos EUA

Democratas tomam maioria nas duas casas e avançam em governos estaduais, aumentando a pressão sobre o presidente

3 min

04/11/2026 09:43 • Atualizado há 1 hora

Democratas têm maioria na Câmara, Senado e governos; siga apuração nos EUA

Candidato republicano ao governo da Flórida, Byron Donalds, comemora sua vitória

Thomas Cordy/ USA Today Network/Reuters

O Partido Democrata conquistou na madrugada desta quarta-feira (4) a maioria da Câmara e do Senado dos Estados Unidos, nas eleições legislativas de meio de mandato realizadas na terça-feira (3), resultado que representa um revés para o presidente republicano Donald Trump, que passa a enfrentar um Congresso controlado pela oposição nos próximos dois anos.

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Pelos próximos dois anos, os democratas terão maioria nas duas casas, o que tende a impor obstáculos à agenda de Trump em temas como orçamento, política externa e indicações para cargos estratégicos em Washington.

As chamadas midterms funcionam como um termômetro do governo em exercício e, desta vez, se transformaram em um verdadeiro tsunami azul, com avanços democratas também em disputas para governos estaduais em diferentes regiões do país.

Como está a apuração

Com a apuração consolidada até as 9h26 desta quarta, o balanço preliminar mostra amplo predomínio democrata em diferentes frentes.

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  • Senado: 54 democratas e 44 republicanos, um ganho de sete cadeiras para o partido em relação à eleição anterior.
  • Câmara: 228 democratas e 139 republicanos, desempenho projetado como o melhor para a sigla desde 2008.
  • Governos estaduais: 28 democratas e 20 republicanos, sendo cinco novos governadores democratas em vagas antes ocupadas por candidatos do Partido Republicano.

No Senado, a nova correlação de forças reduz a margem de manobra da Casa Branca e aumenta a capacidade da oposição de barrar nomeações e projetos considerados prioritários pelo governo.

Na Câmara, analistas apontam que a bancada democrata mais robusta tende a pressionar por investigações e audiências sobre temas sensíveis, além de testar a disposição do partido em avançar sobre pautas sociais e ambientais.

Viradas no Texas e marcos históricos

O Texas, tradicional bastião republicano, é apontado como um dos casos mais emblemáticos da virada, com a perda simultânea do Senado e do governo estadual após décadas sem vitória democrata.

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Na disputa ao Senado pelo estado, o candidato democrata James Talarico, de 37 anos, derrotou o republicano Ken Paxton, em linha com projeções divulgadas ao longo da noite. Já o atual governador Greg Abbott, que tentava a reeleição, foi superado pela democrata Gina Hinojosa.

A onda azul também produziu marcos simbólicos: o país elegeu uma governadora negra e um governador latino em estados que nunca haviam escolhido representantes desses grupos, ampliando a diversidade nos cargos de comando em nível estadual.

Desafios para o governo Trump

Com a oposição fortalecida no Congresso e nos estados, Trump tende a enfrentar maior resistência para aprovar projetos estruturais, dependendo mais de negociações pontuais e de instrumentos constitucionais como o veto presidencial.

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O presidente afirmou que aceitaria o resultado das urnas, mas, pouco depois, publicou em suas redes uma imagem com a palavra veto, gesto interpretado como um aviso de que pretende recorrer com frequência ao poder de barrar propostas aprovadas pela maioria democrata.

Sem o controle do Legislativo, o governo deve passar por um período de tensão permanente com o Congresso, em que a capacidade de articulação política de Trump e de sua equipe será decisiva para evitar um cenário de paralisia institucional.