Eleições nos EUA: entenda como pleito pode reduzir o poder de Trump
Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as eleições de meio de mandato (chamadas de midterms), que renovam parte do Congresso e servem como um teste
Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as eleições de meio de mandato (chamadas de midterms), que renovam parte do Congresso e servem como um teste decisivo de popularidade para o presidente Donald Trump, que atingiu níveis negativos recorde.
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Atualmente, o Partido Republicano controla as duas casas legislativas, com 218 deputados contra 214 democratas na Câmara, e 53 senadores contra 45 da oposição. No entanto, pesquisas indicam que esse cenário pode se inverter nas urnas.
O funcionamento da votação e os estados-chave
A disputa envolve a renovação total da Câmara dos Deputados, com 435 vagas em jogo para mandatos de dois anos. No Senado, onde as cadeiras têm mandatos de seis anos, estão em disputa 35 das 100 vagas, além de cargos regionais como governadores na maioria dos estados.
Com cerca de 250 milhões de eleitores e voto facultativo, o país registrou um recorde histórico no engajamento por meio do voto antecipado, ultrapassando a marca de 56 milhões de eleitores. Os democratas concentram os esforços para alcançar a maioria apostando em pelo menos cinco estados: Michigan, Maine, além de redutos historicamente republicanos como Alaska, Kansas e Texas.
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Impacto na governação e o "tarifaço"
Caso os democratas retomem o controle da Câmara ou do Senado, o segundo mandato de Trump enfrentará fortes obstáculos legislativos.
Até o momento, o presidente tem governado por meio de ordens executivas — decretos que dispensam o aval do Congresso —, instrumento utilizado para impor medidas como o "tarifaço" a diversos países, incluindo o Brasil.
Com uma maioria oposicionista no Legislativo, o governo passaria a ter dificuldades para aprovar pautas e barrar decretos, embora Trump já tenha sinalizado que poderá recorrer ao veto presidencial contra iniciativas democratas.
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Pressão popular, economia e cenário externo
O pleito ocorre em um momento de desgaste político para a administração republicana, pressionada pela insatisfação com o alto custo de vida e por uma baixa popularidade que atingiu a mínima histórica de 31%.
Em seu último discurso de campanha em Washington, Trump evitou focar nas eleições e abordou temas internacionais, enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teria solicitado a retomada de bombardeios contra o Irã após o término do pleito.
Para incentivar o eleitorado, Trump divulgou um vídeo prometendo distribuir US$ 5 mil a cada cidadão americano caso seu partido mantenha maioria nas midterms.
