Internacional

França enfrenta dia de greve geral e onda de protestos; veja reivindicações

A França deve viver nesta quinta-feira (5) mais um dia de tensão com a convocação de uma greve geral e novas manifestações. Após semanas consecutivas de

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05/11/2026 05:00 • Atualizado há 1 hora

A França deve viver nesta quinta-feira (5) mais um dia de tensão com a convocação de uma greve geral e novas manifestações. Após semanas consecutivas de protestos nas ruas, trabalhadores e sindicatos uniram-se ao movimento que teve início com a insatisfação de estudantes, com estimativas que apontam para a adesão de mais de 500 mil pessoas.

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A mobilização começou com denúncias de estudantes secundaristas e universitários sobre a deterioração e as condições do ensino público, mas rapidamente se transformou num movimento abrangente impulsionado pelo aperto financeiro da população. Veja o que pedem os manifestantes:

  • Reajuste salarial e poder de compra: Os trabalhadores contestam a perda do poder aquisitivo, apontando que os ordenados deixaram de acompanhar a rápida subida dos preços de bens essenciais, como alimentos e energia. Reivindica-se o aumento geral de salários, pensões e benefícios sociais.
  • Controle da inflação e custo de vida: O encarecimento geral e as dificuldades no acesso à habitação continuam no centro da revolta popular. Em resposta parcial à pressão sobre combustíveis, o governo chegou a autorizar a liberação de reservas estratégicas de diesel.
  • Mais investimentos nos serviços públicos: Além das reivindicações salariais imediatas, exige-se a recuperação e a melhoria dos serviços estatais e da infraestrutura de educação e saúde.

Pressão política sobre Emmanuel Macron

No centro da crise política, o presidente francês, Emmanuel Macron, enfrenta uma contestação generalizada que reúne críticas tanto da esquerda quanto da direita. Tentativas de diálogo e reuniões entre o executivo e os sindicatos não surtiram efeito para conter a escalada do movimento. Para tentar mitigar a destruição de vitrines e confrontos em centros urbanos, o governo tem tentado desviar o trajeto dos atos para áreas periféricas.

Comércio em alerta e reforço na segurança

Com a memória recente de tumultos, depredações e milhares de detenções ocorridas nas manifestações anteriores, o setor do comércio encontra-se em alerta máximo. Donos de estabelecimentos voltaram a instalar tapumes de madeira para proteger as fachadas de possíveis atos de vandalismo.

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A persistência das paralisações às portas do período natalício preocupa os empresários: estima-se que cada fim de semana sem atividade comercial represente uma perda de cerca de 1,5 bilhão de euros (cerca de R$ 9,2 bi) para o varejo francês. Paralelamente, o governo tem montado operações de segurança com dezenas de milhares de agentes policiais e gendarmes para conter distúrbios e resguardar vias estratégicas