Houthis acusam Arábia Saudita de novos bombardeios após explosões em Riad
Segundo a emissora al-Masirah, controlada pelos houthis, dois ataques atingiram a ilha de Kamaran, no Mar Vermelho

A mídia militar Houthi divulgou imagens do que alegam ser ataques contra veículos blindados das forças governamentais
Houthi Military Media/Handout
Rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, acusaram nesta terça-feira (13) a Arábia Saudita de realizar uma série de ataques aéreos durante a noite contra áreas sob controle do grupo. Os bombardeios teriam atingido regiões próximas à fronteira entre os dois países e pontos no litoral oeste do Iêmen. O governo saudita não havia se pronunciado sobre as acusações até a publicação deste texto.
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Os ataques foram relatados horas depois de sirenes de alerta aéreo soarem em Riad, capital da Arábia Saudita, e de moradores relatarem explosões na cidade.
Segundo a emissora al-Masirah, controlada pelos houthis, dois ataques atingiram a ilha de Kamaran, no Mar Vermelho. Um terceiro bombardeio teria ocorrido no distrito de Qanawis, a cerca de 55 quilômetros a noroeste do porto de Hodeida. A emissora também relatou ataques na província de Jawf, que faz fronteira com a Arábia Saudita, mas não apresentou detalhes sobre os alvos ou os possíveis danos.
Os rebeldes também afirmaram ter derrubado um drone saudita sobre a província de Saada, no norte do Iêmen. A região, localizada na fronteira com o reino, é considerada um dos principais redutos do grupo.
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Além disso, os houthis disseram ter lançado um míssil balístico em direção ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad. Segundo o grupo, o aeroporto tem sido alvo de uma série de ataques mortais nos últimos dias. Não havia confirmação independente das alegações sobre os bombardeios, a derrubada do drone ou o lançamento do míssil.
Entenda o conflito entre os houthis e a Arábia Saudita
Os houthis são um grupo político e militar do Iêmen que controla a capital, Sanaa, e outras áreas do país. O movimento, apoiado pelo Irã, enfrenta o governo iemenita reconhecido internacionalmente desde 2014, quando tomou a capital e aprofundou a guerra civil.
A Arábia Saudita interveio no conflito em 2015, à frente de uma coalizão militar que apoiava o governo iemenita contra os rebeldes. O confronto também integra a disputa regional entre Riad e Teerã, que apoiam lados opostos em diferentes conflitos no Oriente Médio.
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Em 2022, uma trégua mediada pela Organização das Nações Unidas (ONU) reduziu os combates no Iêmen, embora não tenha encerrado definitivamente o conflito. Nos anos seguintes, os houthis ampliaram suas ações contra embarcações no Mar Vermelho e lançaram ataques contra Israel, alegando agir em apoio aos palestinos na guerra na Faixa de Gaza. As ações provocaram respostas militares de Israel e dos Estados Unidos.
