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Internacional

Milei ataca Venezuela, diz que Maduro é "narcoterrorista" e defende Trump

O mandatário argentino descreveu o governo de Maduro como uma "ditadura atroz e desumana"

2 min

20/12/2025 13:47 • Atualizado há 308 dias

Milei ataca Venezuela, diz que Maduro é "narcoterrorista" e defende Trump

O presidente da Argentina, Javier Milei, protagonizou o momento de maior tensão na 67ª Cúpula do Mercosul neste sábado (20). Em um discurso marcado pela retórica agressiva, Milei saudou a pressão exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o regime de Nicolás Maduro e defendeu uma reformulação radical do bloco econômico, que classificou como um potencial "freio para o futuro".

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Ataques à Venezuela

Milei não poupou adjetivos ao tratar da crise venezuelana. O mandatário argentino descreveu o governo de Maduro como uma "ditadura atroz e desumana" e rotulou o líder venezuelano de "narcoterrorista". Segundo ele, a permanência do regime chavista representa uma "sombra escura" que ameaça arrastar toda a região para o abismo.

O presidente argentino também celebrou o protagonismo da oposição venezuelana:

Saudou o reconhecimento internacional a María Corina Machado, laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025; e exaltou a postura de Donald Trump, afirmando que a pressão de Washington é fundamental para "libertar o povo da Venezuela" e garantir o respeito à vontade popular.

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Crítica regional e a polêmica da "favela"

O clima na cúpula já estava carregado devido a uma postagem recente de Milei nas redes sociais. Na publicação, o argentino utilizou uma ilustração que comparava países como Brasil, Colômbia e Uruguai a uma "grande favela", enquanto as nações alinhadas às suas ideias eram retratadas como centros tecnológicos futuristas.

Apesar da polêmica, Milei manteve o tom desafiador em seu discurso, afirmando que a Argentina rompeu com o "modelo falido" do protecionismo. Ele citou a recente vitória de José Antonio Kast no Chile como uma prova de que a América Latina exige economias mais abertas e flexíveis.

"A pergunta que devemos nos fazer hoje é simples: queremos um Mercosul que seja um motor de crescimento ou um freio para o futuro? A Argentina já respondeu", declarou.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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