Internacional
Jornal da Band

Presidente do Supremo da Colômbia foge após ordem de prisão por tráfico

Brasil pode ser destino após descoberta de elo com o PCC; magistrado alega perseguição

2 min

06/11/2026 20:06 • Atualizado há 1 hora

O presidente do Tribunal Supremo da Bolívia, Romer Saucedo, tornou-se foragido da Justiça após a Procuradoria-Geral do país decretar a sua prisão nesta sexta-feira (6). O magistrado é acusado de receber propina para blindar e acobertar chefes de quadrilhas internacionais de narcotráfico, inclusive lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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De acordo com as investigações, há fortes indícios de que ele tenha cruzado a fronteira por via terrestre e esteja escondido em território brasileiro, o que motivará um pedido formal de extradição pelas autoridades bolivianas.

Por meio de publicação em redes sociais, o juiz confirmou a fuga e declarou que tomou a decisão mais difícil de sua vida, alegando ser vítima de perseguição política.

Diante do episódio, alertas migratórios foram ativados em toda a região de fronteira para rastrear o paradeiro do magistrado, que comandava a corte máxima boliviana — órgão equivalente ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Brasil.

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Prisão do procurador-geral e de familiares

A ofensiva contra a rede de proteção institucional ao crime organizado na Bolívia também atingiu a cúpula do Ministério Público local. Nesta semana, o procurador-geral da República do país, Roger Mariaca, acabou detido no âmbito da mesma investigação sobre favorecimento ao tráfico.

Nos últimos dias, familiares do próprio presidente do Tribunal Supremo também foram alvos de mandados judiciais e acabaram detidos por forças de segurança bolivianas sob suspeita de envolvimento nas operações financeiras ilícitas do grupo.

Elo com o PCC e envio de drogas a Santos

A investigação revelou a atuação de Santa Cruz de la Sierra como centro administrativo das grandes rotas do tráfico transnacional. Na cidade, autoridades locais prenderam o narcotraficante brasileiro Delemberg de Souza, identificado como operador logístico ligado ao PCC.

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Segundo a polícia, Delemberg exercia papel estratégico no escoamento de entorpecentes:

  • Rota internacional: Cabia ao operador articular o envio da cocaína produzida na Bolívia em direção ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo, de onde as cargas são despachadas rumo à Europa e à Ásia.
  • Histórico de fuga: Em 2023, o Jornal da Band revelou que o traficante havia sido solto no Brasil após ser flagrado pela segunda vez em poucos dias com quase 1,5 tonelada de cocaína.
  • Decisão judicial anterior: Na ocasião, a Justiça concedeu liberdade provisória com tornozeleira eletrônica após acatar argumento da defesa sobre supostas agressões policiais. Logo em seguida, o criminoso rompeu o equipamento de monitoramento e fugiu para o país vizinho.