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Resumo
Exposição intensa durante o Carnaval aumenta o risco de transmissão de vírus respiratórios, como o Epstein-Barr, causador da mononucleose infecciosa, além de favorecer lesões auditivas e vocais devido ao contato próximo, música alta e longos períodos de conversa.
Especialistas, como o otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros, alertam para sintomas como dor de garganta, febre, ínguas, zumbido persistente, rouquidão e amígdalas inchadas, ressaltando que a perda auditiva por ruído é irreversível e que forçar a voz pode causar nódulos ou pólipos nas cordas vocais.
Orientação médica é recomendada em casos de zumbido ou perda de audição prolongada, rouquidão persistente, dor intensa ao engolir, febre, mal-estar acentuado ou aumento das amígdalas, sendo fundamental atenção aos sinais do corpo para evitar complicações após a festa.
Beijos, música alta e longas horas de conversa fazem parte do Carnaval, mas também elevam o risco de problemas de saúde que costumam aparecer após a folia. Entre eles está a mononucleose infecciosa, conhecida popularmente como “doença do beijo”, além de lesões auditivas e vocais, alertam especialistas.
Segundo o otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros, o período favorece a transmissão de vírus respiratórios e de infecções passadas pela saliva, em razão do contato próximo e intenso entre as pessoas.
“A mononucleose é uma infecção real, causada pelo vírus Epstein-Barr, e costuma surgir após períodos de grande exposição, como o Carnaval. Nem toda dor de garganta depois da festa é apenas irritação”, explica.
O que é a “doença do beijo”
A mononucleose infecciosa é transmitida principalmente pelo contato com saliva e pode provocar sintomas como dor de garganta intensa, amígdalas inchadas, febre prolongada, ínguas no pescoço e cansaço excessivo. Em muitos casos, os sinais aparecem dias após o contato, o que dificulta a associação imediata com a infecção.
Som alto e risco para a audição
Outro ponto de atenção durante a folia é a exposição prolongada a volumes elevados. Em blocos de rua, trios elétricos e shows, o som pode ultrapassar 100 a 120 decibéis, patamar considerado potencialmente prejudicial à audição em poucos minutos.“Acima de 85 decibéis já existe risco de lesão auditiva quando a exposição é prolongada. Próximo às caixas de som, o dano pode ocorrer mesmo em pouco tempo”, afirma o médico.
A perda auditiva causada por ruído é cumulativa e irreversível, o que preocupa especialistas, sobretudo entre os mais jovens.
Zumbido após a festa exige atenção
Sensação de ouvido abafado ou zumbido depois dos eventos é comum, mas nem sempre inofensiva.“Se o zumbido dura apenas algumas horas, pode ser um efeito temporário. Mas, se persiste por mais de 24 a 48 horas, pode indicar lesão nas células auditivas”, alerta Barros.Segundo ele, o uso frequente de fones de ouvido em volume alto, somado à exposição intensa no Carnaval, tem antecipado casos de perda auditiva.
Rouquidão não é apenas excesso de festa
Gritar para conversar, cantar por horas e competir com o barulho do ambiente sobrecarrega as pregas vocais. A rouquidão após a folia, na maioria das vezes, é resultado de inflamação temporária, mas pode evoluir para problemas mais graves.“Forçar a voz mesmo rouco pode causar lesões como nódulos ou pólipos nas cordas vocais”, explica o especialista.
O consumo de álcool também agrava o quadro. Além de desidratar, a bebida aumenta o refluxo e reduz a percepção do esforço vocal, fazendo com que a pessoa fale mais alto e por mais tempo sem perceber o dano.
Quando procurar um médico
Após o Carnaval, é recomendado buscar avaliação médica se houver:
- zumbido persistente ou perda de audição;
- rouquidão por mais de sete a dez dias;
- dor intensa ao engolir;
- febre e mal-estar acentuados;
- aumento importante das amígdalas.
Especialistas reforçam que atenção aos sinais do corpo durante e após a folia pode evitar complicações e garantir uma recuperação mais tranquila depois dos dias de festa.

