
Empreendimento no litoral catarinense atrai milionários
Divulgação/ Senna Tower
O mercado brasileiro de imóveis de luxo entrou em uma fase de expansão que já ultrapassa os bairros tradicionais de São Paulo e Rio de Janeiro. Incorporadoras passaram a disputar áreas valorizadas no litoral catarinense, capitais do Nordeste e cidades ligadas a qualidade de vida, segurança e patrimônio de longo prazo.
Os números ajudam a explicar o movimento. Levantamento da Brain Inteligência Estratégica divulgado pela Forbes Brasil mostrou que o segmento de luxo e superluxo movimentou mais de R$52 bilhões em vendas residenciais nas capitais brasileiras ao longo de 2025. Mesmo representando pequena parcela das unidades vendidas, o setor concentrou uma fatia expressiva do valor negociado no mercado imobiliário nacional.
Balneário Camboriú virou o principal símbolo dessa corrida. A cidade catarinense reúne alguns dos metros quadrados mais caros do país e concentra projetos que passaram a chamar atenção internacional pela escala dos edifícios e pelo perfil dos compradores.
O exemplo mais conhecido é o Senna Tower, empreendimento apresentado como um dos maiores projetos residenciais do mundo. O edifício prevê apartamentos de alto padrão, áreas privativas gigantescas e estrutura voltada a um público de patrimônio extremamente elevado.
O litoral de Santa Catarina cresceu junto dessa valorização. Itapema, Itajaí e regiões próximas passaram a receber compradores interessados em segunda residência, investimento patrimonial e imóveis ligados ao conceito de exclusividade.
São Paulo continua ocupando papel diferente dentro desse mercado. Na capital paulista, o luxo aparece menos associado à verticalização extrema e mais à localização estratégica. Jardins, Itaim Bibi, Vila Nova Conceição e bairros próximos a parques e centros financeiros seguem concentrando empreendimentos ligados à conveniência, segurança e liquidez patrimonial.
O Nordeste também começou a ganhar espaço importante nessa disputa. Fortaleza ampliou o volume de lançamentos de alto padrão, impulsionada pela valorização do litoral urbano e pelo crescimento de compradores interessados em imóveis ligados à qualidade de vida e ao turismo residencial.
Uma variável importante é a mudança do próprio conceito de luxo imobiliário. Durante anos, metragem e acabamento funcionaram como elementos centrais de valorização. Agora, incorporadoras passaram a investir em wellness, serviços personalizados, arquitetura assinada, automação residencial, áreas privativas de lazer e experiências ligadas à hotelaria premium.
O perfil dos compradores também mudou. Além de empresários e investidores tradicionais, cresceram aquisições feitas por profissionais de alta renda, famílias buscando proteção patrimonial e consumidores interessados em imóveis como reserva financeira de longo prazo.
Parte desse público passou a enxergar o imóvel de luxo não apenas como moradia, mas como ativo ligado à segurança financeira, status e qualidade de vida em cidades consideradas mais organizadas e valorizadas.
O avanço dos empreendimentos premium mostra que o mercado imobiliário brasileiro entrou em uma disputa que vai além da construção civil. As cidades agora competem por imagem, exclusividade e capacidade de atrair compradores dispostos a pagar cada vez mais por localização, experiência e patrimônio.

