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Com a chegada do verão e do período de férias, aumenta a procura por procedimentos estéticos rápidos, especialmente os minimamente invasivos, como aplicações de toxina botulínica e preenchimentos faciais. A chamada harmonização facial segue entre os tratamentos mais buscados no Brasil, impulsionada pela promessa de resultados naturais e recuperação mais curta.
Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) indicam que procedimentos não cirúrgicos já representam mais de 70% das intervenções estéticas realizadas no país. Apesar da popularidade, especialistas alertam que nem todo procedimento é indicado às vésperas de uma viagem, principalmente quando o roteiro envolve sol, praia ou piscina.
O que pode ser feito antes de viajar
Procedimentos considerados leves podem ser realizados, desde que haja antecedência mínima de duas a três semanas. É o caso da aplicação de toxina botulínica e de pequenos preenchimentos com ácido hialurônico, desde que bem indicados.
Esse intervalo é importante para que eventuais efeitos adversos, como inchaço, vermelhidão ou hematomas, desapareçam antes da viagem, além de permitir que o resultado final se estabilize.
“O principal cuidado é respeitar o tempo de recuperação e seguir corretamente as orientações no pós-procedimento, especialmente quando há exposição ao sol”, explica o cirurgião-dentista Paulo Augusto Yanase, especialista em harmonização facial.
O que deve ser evitado no verão
Já procedimentos mais extensos, que envolvem múltiplas aplicações ou provocam maior resposta inflamatória, não são recomendados muito próximos à data da viagem. A exposição solar intensa logo após o tratamento pode interferir na cicatrização e comprometer o resultado estético.
Além disso, especialistas alertam para o risco de exageros. “Concentrar muitos procedimentos em um curto espaço de tempo pode gerar desconforto físico e prejudicar o período de descanso. O verão pede intervenções mais leves e bem planejadas”, afirma Yanase.
Quem pode realizar harmonização facial
Embora muitas pessoas ainda associem a harmonização facial apenas à medicina estética, o procedimento também pode ser realizado por cirurgiões-dentistas habilitados, desde que tenham formação específica na área. Esses profissionais possuem conhecimento aprofundado da anatomia facial, especialmente de regiões como lábios, mandíbula e queixo.
“O mais importante é que o procedimento seja indicado corretamente, realizado por um profissional capacitado e com foco na harmonia do rosto, não em padrões artificiais”, ressalta o especialista.
Planejamento é essencial
Antes de decidir por qualquer intervenção estética, a recomendação é buscar avaliação individualizada, informar sobre viagens programadas e considerar fatores como clima, exposição solar e tempo disponível para recuperação. A harmonização facial pode ser feita antes das férias, mas exige planejamento — e, sobretudo, cautela.

