O musical “Diana - A Princesa do Povo”, que está em cartaz no Teatro Liberdade, em São Paulo, é uma legítima produção da Broadway. Com 250 figurinos, mais de 100 sapatos, 50 perucas e números musicais impressionais, a peça conta a história da princesa mais famosa do mundo e os dramas que ela viveu dentro da família real.
O Band.com.br visitou os bastidores do espetáculo para entender o que coloca uma produção como essa de pé.
A atriz Sara Sarres, que mora nos Estados Unidos, voltou ao Brasil para dar vida à princesa Diana nos palcos. Em entrevista, ela contou que foi convencida a aceitar o papel em dois minutos.
“Costumo dizer que eu fui intimada a voltar, não tive a opção de dizer não para o Tadeu [Aguiar, diretor do musical]. Ele falou: ‘Olha, eu não vejo outra pessoa, tem que ser você, vai ser lindo você voltar fazendo isso’. Ele conseguiu me convencer em dois minutos e tem sido uma alegria”, disse Sara Sarres.
“[Diana é] uma mulher brilhante. Tendo a oportunidade agora, a conhecendo melhor e estudando por assim mais a fundo, o legado dela e toda a história, tudo o que ela sofreu e quem ela se transformou… Ela é muito impressionante”, acrescentou a atriz.

Sara Sarres em 'Diana - A Princesa do Povo'
Divulgação/Carlos Costa
A rainha Elizabeth II é interpretada pela atriz Simone Centurione, que relatou também ao Band.com.br como foi seu processo de criação. Durante o estudo para dar vida à personagem, ela tentou buscar a humanidade por trás da coroa.
“Eu pesquisei de todas as formas que pude, vi documentários, filmes e tentei estudá-la mais a fundo. Eu nem conhecia a rainha, depois que estudei, eu me apaixonei. Tentei buscar a humanidade por trás daquilo que ela não podia ser, ela tinha que ser a rainha, mas quem é essa mulher? Então, foi aí que eu busquei criar essa rainha”, destacou.

Sara Sarres, Cláudio Lins e Simone Centurione em 'Diana - A Princesa do Povo'
Divulgação/Carlos Costa
O ator Cláudio Lins, que interpreta o príncipe Charles, comentou sobre as diversas nuances e a complexidade do personagem.
“Ele não é chapado nesse lugar do vilão. Há de se dizer que o vilão também não sabe que é vilão, ele não se acha um vilão. Apesar de que, na dramaturgia da Diana, ele assume, de alguma maneira, essa função. Mas ele tem esse outro lado de ser um homem extremamente culto, inteligente, sensível. Muito afinado com as bandeiras contemporâneas como educação, meio ambiente, saneamento básico. Ele é um cara formidável. Fiquei fascinado pelo Charles”, contou Cláudio.

Cláudio Lins em 'Diana - A Princesa do Povo'
Divulgação/Carlos Costa
Giselle Prattes faz Camilla Parker Bowles em uma época em que ela ainda não era rainha e que a maioria a via como inimiga.
“As pessoas ainda encaram ela como vilã até hoje, fora do espetáculo também, porque é difícil a popularidade da Camila. Foi um desafio, um presente, porque eu precisei aprender muito sobre essa mulher e tirar esse julgamento, tirar esse preconceito, que confesso que também tinha. Eu olhava pra ela como a grande vilã da história”, destacou Giselle.
“Aprendi muito, ela é uma mulher muito inteligente, muito determinada e que eu acho que também foi vítima dessa situação, dessa circunstância”.

Giselle Prattes em 'Diana - A Princesa do Povo'
Divulgação/Carlos Costa
Espetáculo traz adaptações para ficar próxima ao público
“Diana - A Princesa do Povo”, apesar de ser um musical da Broadway, ganhou algumas adaptações para ficar mais próximo do público brasileiro. Afinal, a história é da monarquia britânica, mas a conexão é bastante universal.
Nesta produção, o espetáculo investe em nuances mais próximas da realidade emocional da princesa, abordando sua complexidade e força. A mulher que revolucionou a monarquia britânica aqui ganha corpo e alma.

Elenco de 'Diana - A Princesa do Povo'
Divulgação/Carlos Costa
O ator Lucas Brito tem um dos momentos mais emocionantes do espetáculo, quando a princesa Diana visita algumas pessoas com o vírus HIV. O solo do artista é bastante aplaudido pelo público.
“O personagem que eu faço realmente é anônimo. A gente consegue entender o porquê a época exigia, por conta do preconceito. Mas a sensação é de muita responsabilidade. Acho que isso a gente traz para o palco, porque o público que foi é muito sensível, percebe essa sensibilidade porque é uma situação atemporal”, declarou Lucas.
“A gente vive hoje um período com muito menos preconceito e com muito mais informação, mas naquele período as pessoas não podiam ser tocadas. As pessoas que tinham HIV eram expulsas de casa, perdiam trabalho e tudo. E eu representar essa pessoa, é a voz de todas essas pessoas que passaram por isso. Então, eu falo que é uma grande responsabilidade que eu procuro entregar com muito carinho, porque eu estou falando em nome de muita gente”, acrescentou o artista.
Serviço
O elenco reúne 23 atores, incluindo Sara Sarres, Claudio Lins, Simone Centurione e Giselle de Prattes. Juntos, os personagens conduzem os principais conflitos afetivos, institucionais e públicos que atravessam a trajetória da princesa e da família real britânica.
O musical “Diana - A Princesa do Povo” está em cartaz no Teatro Liberdade até o dia 5 de julho, com sessões de sexta a domingo. Os ingressos custam de R$ 25 a R$ 340 e podem ser adquiridos no site da Sympla.
- Horários: Sextas às 20h00, Sábado às 16h00 e 20h30, Domingos às 15h00 e às 19h30;
- Endereço: Rua São Joaquim, 129 - Liberdade, São Paulo

