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Sem perrengue! Saiba como evitar intoxicação e dor de barriga na folia

Especialista alerta para riscos da comida de rua, do gelo de procedência duvidosa e do excesso de álcool, e explica como prevenir intoxicações e mal-estar gastrointestinal durante o Carnaval

Da redação
DA REDAÇÃO

11/02/2026 • 14:50 • Atualizado em 11/02/2026 • 14:50

Dor de barriga

Dor de barriga

Freepik

Com a chegada do Carnaval e a concentração de blocos de rua por todo o país, cresce também o alerta para os riscos relacionados ao consumo de alimentos e bebidas fora de casa. Altas temperaturas, preparo improvisado e conservação inadequada podem favorecer a contaminação e transformar a folia em um quadro de intoxicação alimentar.

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Segundo o cirurgião do aparelho digestivo Rodrigo Barbosa, a ingestão de alimentos preparados sem os devidos cuidados pode resultar em intoxicações, infecções gastrointestinais e outros problemas que comprometem a saúde durante e após as festas.

“A má conservação dos alimentos, a manipulação inadequada e os condimentos expostos ao calor podem levar à contaminação por bactérias como Salmonella e Escherichia coli, causando vômito, diarreia e febre. Além disso, carnes e ovos de espetinhos e lanches devem ser bem cozidos para evitar infecções intestinais graves”, explica.

O risco não se restringe à comida. Bebidas com gelo de procedência desconhecida também podem causar viroses e diarreias severas. Para reduzir as chances de contaminação, a orientação é dar preferência a produtos industrializados com embalagens lacradas e observar as condições de higiene dos pontos de venda.

Com as altas temperaturas típicas do período, a hidratação é fundamental. A recomendação é optar por água mineral lacrada e de origem confiável.

Ressaca e dor de barriga: o que é efeito do álcool e o que pode ser infecção

Depois de horas em blocos e festas, muitas pessoas associam a ressaca apenas à dor de cabeça. No entanto, o sistema digestivo também sofre os efeitos do excesso de álcool. Náusea, diarreia, dor abdominal, estufamento e queimação estão entre as queixas mais comuns no dia seguinte.

De acordo com o médico, o mal-estar gastrointestinal pode fazer parte da ressaca, mas também pode indicar irritação mais intensa do estômago e do intestino ou até uma infecção alimentar.

“Não é só o cérebro que sofre com o excesso de álcool. O estômago produz mais ácido, o intestino pode acelerar demais e a mucosa digestiva fica irritada. Por isso, dor de barriga e diarreia são tão comuns depois da folia”, afirma.

Diante de receitas caseiras e supostos “remédios milagrosos”, especialistas orientam cautela.

Beber água entre as doses evita a ressaca?

Beber água ao longo da festa ajuda a reduzir a desidratação, um dos fatores da dor de cabeça e da tontura. Intercalar álcool com água pode diminuir parte do impacto da ressaca, mas não impede a irritação do estômago nem os efeitos tóxicos do álcool.

Comer antes de beber protege o estômago?

Alimentar-se antes do consumo de álcool pode retardar a absorção da bebida e reduzir a agressão imediata ao estômago. No entanto, exagerar em alimentos gordurosos pode piorar náusea, refluxo e sensação de estufamento.

Diarreia no dia seguinte é normal?

O álcool pode acelerar o funcionamento do intestino e causar fezes mais amolecidas ou diarreia leve. Contudo, se houver sangue nas fezes, febre ou se o quadro durar mais de dois dias, é necessário procurar atendimento médico.

Tomar remédio antes de beber evita a ressaca?

Não há medicamento capaz de anular os efeitos do álcool. O uso preventivo de antiácidos, protetores gástricos, analgésicos ou anti-inflamatórios pode ser ineficaz e, em alguns casos, perigoso. A combinação de álcool com certos remédios pode aumentar o risco de gastrite, úlcera, sangramentos e sobrecarga do fígado.

Comer algo pesado ao fim da festa ajuda?

Alimentos muito gordurosos podem dar sensação momentânea de conforto, mas tendem a dificultar a digestão e agravar náusea e refluxo, especialmente quando o estômago já está irritado.

Dormir pouco piora o mal-estar?

A privação de sono associada ao consumo de álcool favorece inflamações no organismo e pode intensificar sintomas como azia, má digestão e desconforto abdominal.

Sinais de alerta

O especialista recomenda procurar avaliação médica se houver dor abdominal intensa e localizada, vômitos persistentes ou com sangue, diarreia intensa ou com sangue, febre ou sinais de desidratação, como tontura ao levantar, boca muito seca e redução da urina.

No Carnaval, os problemas gastrointestinais costumam ser resultado da combinação de fatores como álcool, pouca ingestão de água, alimentos gordurosos, calor excessivo e sono irregular. Medidas simples de prevenção podem ajudar a evitar que a festa termine no hospital.

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