Band Minas

Arma, carro e testemunhas: Polícia Civil fecha cerco contra Renê Junior, preso por matar gari

Crime aconteceu na última segunda-feira (11); exames periciais confirmaram que arma usada no crime era de delegada casada com o empresário

Por Redação
REDAÇÃO

15/08/2025 • 17:27 • Atualizado em 15/08/2025 • 17:27

Rêne Junior e sua esposa, Ana Paula Balbino

Rêne Junior e sua esposa, Ana Paula Balbino

Reprodução

Quatro dias após o assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, baleado numa discussão de trânsito na manhã de segunda-feira, no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte, a Polícia Civil parece ter fechado o cerco contra o empresário Renê Júnior, de 47 anos, preso como o principal suspeito de ser o autor do crime.

Compartilhar

Nesta sexta-feira, foi confirmado, por meio de exames periciais, que a arma de fogo utilizada no homicídio está registrada no nome da delegada Ana Paula Balbino Nogueira, que é casada com Renê Júnior.

Além da arma, os policiais já tinham o depoimento de dois garis, colegas de Laudemir, e da motorista do caminhão de coleta de lixo. Os três presenciaram o assassinato e descreveram o perfil físico do acusado do crime, mesmo antes de ele ser preso. Os trabalhadores também informaram o modelo do carro do assassino e números parciais da placa.

Outra informação importante foi obtida por uma imagem de uma câmera de segurança numa rua perpendicular ao local do crime. Na imagem, de momentos antes e depois do assassinato, é possível ver um veículo do mesmo modelo descrito pelos garis como sendo o do autor do disparo e também com os mesmos números da placa. As informações foram utilizadas pela Polícia Militar para localizar e prender Renê, na tarde de segunda-feira, numa academia de alto padrão na avenida Raja Gabaglia.

Ele está preso de forma preventiva numa unidade prisional de Caeté, na Grande BH. A polícia ainda aguarda os resultados de outros procedimentos da investigação já autorizados pela Justiça para concluir o inquérito, como, por exemplo, a quebra dos dados telefônicos do empresário e de dispositivos do veículo utilizado por ele. Investigadores esperam, com esses dados, poder determinar a rota do acusado no dia do crime e com quem ele falou após o assassinato.