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Brasil

Promotor diz que Deolane tinha mais de 50 empresas e seria presa na Itália

Influenciadora foi alvo de uma operação contra lavagem de dinheiro do PCC em São Paulo

2 min

21/05/2026 15:38 • Atualizado há 155 dias

Promotor diz que Deolane tinha mais de 50 empresas e seria presa na Itália

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, presa nesta quinta-feira (21), em São Paulo, tinha mais de 50 empresas de fachada no interior do estado, que eram usadas para diluir e lavar dinheiro para a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A afirmação é do promotor Lincoln Gakiya, em entrevista para a BandNews TV.

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“Na região de Presidente Prudente, em Martinópolis, ela tinha 35 empresas em um endereço de fachada, uma casa popular. Em outra cidade vizinha, Santo Anastácio, ela tinha 15 empresas também em endereços falsos. Tinha empresas também em Ribeirão Preto. Eram dezenas de empresas para diluir esse patrimônio e dificultar o rastreamento”, afirmou ele.

Deolane foi um dos alvos da Operação Vérnix, que visava também Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola, chefe do PCC, e o irmão dele, Alejandro Camacho --os dois já estão presos. Dois filhos de de Alejandro também tiveram a prisão decretada, mas estão foragidos. Segundo Gakiya, a filha está em Madri e deve ser presa pela Interpol, enquanto o filho estaria na Bolívia, país que não está colaborando com as investigações.

Segundo o promotor, a prisão de Deolane estava prevista para acontecer na Itália, onde ele está, mas foi alterada, já que a influenciadora retornou ao Brasil na quarta-feira (20). Ele afirmou que ela tem viajado com frequência ao país europeu e, por isso, o Ministério Público de São Paulo vai apurar se ela estaria lavando dinheiro para o PCC também no país.

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As investigações que levaram à prisão desta quinta-feira (21) tiveram início em 2019, a partir de uma carta apreendida na penitenciária 2 de Presidente Venceslau, que citava uma transportadora. O local, segundo o promotor, funcionava de fachada para lavar dinheiro da família Camacho e uma das contas que recebiam esse dinheiro era de Deolane Bezerra.

Por essa relação, Deolane está sendo acusada de lavagem de dinheiro e associação com organização criminosa. “Você não precisa ser batizado no PCC para ser parte da organização. São esses associados, operadores financeiros, sem ligação com as ações violentas que estão sendo escolhidos pela organização para não levantar suspeita”, afirmou o promotor.

De acordo com Gakiya, a relação de Deolane com a família de Marcola é de longa data e começou devido a atualização dela como advogada na penitenciária de Presidente Venceslau. A operação que prendeu ela em 2024 não tem relação com a de agora, afirmou o promotor. Na época, ela foi detida por envolvimento em jogos ilegais.

Promotor diz que Deolane tinha mais de 50 empresas e seria presa na Itália