FAB aciona aviões para combater incêndios florestais no Amazonas
Aeronaves KC-390 têm previsão de pouso no fim da tarde deste domingo

Reprodução/Flickr/Sgt. Müller Marin/FAB
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), informou neste domingo (11) que duas aeronaves KC-390 Millennium foram acionadas para apoiar as ações de combate aos incêndios florestais que atingem as regiões de Manaus, Itacoatiara e Parintins, no Amazonas (AM).
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As aeronaves têm previsão de pouso no fim da tarde deste domingo, na Base Aérea de Manaus (BAMN). Uma delas vai transportar materiais e equipamentos de apoio, enquanto a outra será empregada diretamente no combate aos incêndios, utilizando o Sistema Modular Aerotransportado de Combate a Incêndios (MAFFS).
Sistema MAFFS
O equipamento MAFFS (do inglês, Modular Airborne Fire Fighting System) conta com um tubo que projeta água pela porta traseira esquerda do avião, podendo descarregar até 3.000 galões, aproximadamente 12.000 litros de água em áreas de incêndios, com ou sem retardante de fogo.
Este sistema oferece maior precisão, aumentando significativamente a eficácia das operações de combate a incêndios. Tudo isso é realizado considerando as adversidades da operação, que requer um voo a baixa altitude, baixa velocidade e em elevadas temperaturas.
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O MAFFS pode ser rapidamente instalado ou removido do compartimento de carga da aeronave a partir de seu próprio trailer. O sistema requer apenas energia elétrica da aeronave para funcionamento. Trata-se de um elemento altamente vantajoso em operações de enfrentamento a incêndios, visto que possui a capacidade de carregar grande volume de água e retardantes de chamas.
Além disso, o reservatório em solo — local utilizado para fazer o reabastecimento de água na aeronave — tem capacidade para 22 mil litros de água.
Situação de emergência no estado
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu no último sábado (10), em caráter sumário, situação de emergência em 36 municípios do Amazonas por conta dos incêndios florestais.
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“Estávamos tratando com o estado do Amazonas há semanas”, conta o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff. “Tivemos que insistir na celeridade para que o estado decretasse a emergência e fizesse o pedido de reconhecimento nacional urgentemente”, acrescenta. “Esse é o rito mais ágil a se seguir”.
