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Brasil

'Milhões de pessoas vivendo em barracas nas ruas', diz brasileira no Líbano

“A situação aqui está muito tensa. São milhões de pessoas refugiadas vivendo em barracas no meio das ruas." É assim que a brasileira Romi Salman descreve a situ

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29/04/2026 07:00 • Atualizado há 179 dias

'Milhões de pessoas vivendo em barracas nas ruas', diz brasileira no Líbano

“A situação aqui está muito tensa. São milhões de pessoas refugiadas vivendo em barracas no meio das ruas." É assim que a brasileira Romi Salman descreve a situação do Líbano devido a bombardeios israelenses. Dois brasileiros, mãe e filho, morreram essa semana no país.

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Salman está refugiada nas proximidades de Beirute e teve sua casa de veraneio atingida no sul do país apesar do cessar-fogo em vigor entre Israel e Líbano. O acordo entre os países aconteceu na semana passada e teria garantido mais três semanas sem ataques, o que não tem acontecido.

Na última segunda-feira (27), a brasileira Manal Jaafar, o seu filho de 11 anos, também brasileiro, e o marido, que é libanês, morreram em um bombardeio. Um segundo filho do casal, de 21 anos, também ficou ferido e está em recuperação em um hospital local.

Segundo Salman, a família morava no sul do Líbano, mas já tinha deixado a região por causa da segurança. Na segunda-feira, ela tinha retornado para pegar aos pertences, aproveitando o cessar-fogo, quando aconteceu o ataque. “Israel nunca respeitou o cessar-fogo”, afirma Salman.

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No ano passado, quando teve a guerra, eles também não respeitaram [o cessar-fogo]. Eles continuaram bombardeando o sul do Líbano. E, agora, acontece a mesma coisa. Eles não param de bombardear. Não estão bombardeando Beirute no momento, mas o sul do Líbano é constantemente. –Romi Salman

Conflito no Oriente Médio

A troca de ataques entre Israel e Hezbollah, no Líbano, começou após o ataque do governo israelense e dos Estados Unidos contra o Irã, em 28 de fevereiro. O grupo xiita é aliado do país persa.

Apesar do acordo de cessar-fogo, Israel mantém presença militar em áreas de fronteira, enquanto o Hezbollah afirma que não interromperá seus ataques, o que mantém o clima tenso. Um comandante militar do Hezbollah chegou a afirmar à rede de TV Al Jazzira que pode usar homens-bomba.

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