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Brasil

Orengo: antes das trocas, Lula cobra programas estratégicos

A preocupação com o custo de vida e o endividamento das famílias marca o último encontro do presidente com seus ministros antes da desincompatibilização

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31/03/2026 09:30 • Atualizado há 207 dias

Orengo: antes das trocas, Lula cobra programas estratégicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última reunião ministerial antes das trocas que se aproximam, cobrou dos ministros um engajamento direto nas políticas de curto prazo, especialmente com o foco nas eleições de outubro. Como analisa o colunista Rodrigo Orengo, a reunião teve um tom claro: o governo está sentindo a pressão do povo, e a principal preocupação do momento é aliviar o impacto do custo de vida para as famílias brasileiras, principalmente no valor da gasolina e da energia elétrica.

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Lula, que tem lidado com uma alta taxa de endividamento das famílias, sabe que é crucial garantir a estabilização desses custos para garantir a adesão popular, e uma das medidas sugeridas é aumentar a subvenção ao diesel, um reflexo direto da crise no Oriente Médio. Contudo, essa medida também traz riscos. Como já visto anteriormente, a Petrobras enfrenta desafios em segurar os preços, e uma defasagem de cerca de R$ 3 nas tarifas pode levar ao desabastecimento, um problema que o governo tem tentado evitar a todo custo.A ideia de segurar também a conta de luz e reduzir os juros do crédito rotativo e do cheque especial faz parte do pacote de ações para aliviar o bolso do consumidor. A proposta de um consignado via PIS-FGTS surge como uma alternativa para um alívio imediato. No entanto, como destaca Orengo, o governo enfrenta o desafio de conciliar essas medidas de emergência com o risco de aumentar ainda mais o endividamento do país.No cenário eleitoral que se aproxima, as cobranças sobre políticas públicas tendem a se intensificar. A pergunta que se coloca é se o governo conseguirá implementar programas eficazes que equilibrem os interesses eleitorais e as necessidades de curto prazo da população.