O presidente Lula pediu uma análise detalhada sobre a situação econômica das famílias brasileiras e pretende reunir economistas para tentar resolver a inadimplência das famílias. A apuração é da colunista Mônica Bergamo, que aponta que, em ano eleitoral, a alta do endividamento é a maior “dor de cabeça” do presidente. A proposta é tentar resolver a inadimplência enquanto a taxa de juros não baixar. A Selic, que teve recuo de 0,25 ponto porcentual na semana passada, é influenciada, principalmente, por fatores externos.
Mônica aponta que o endividamento tem impacto direto na situação de mal estar que tomou conta do brasileiro, que tem se refletido nas pesquisas eleitorais. Apesar do desemprego ter diminuído, as dívidas deixam menos dinheiro no bolso da população. Dados do Banco Central apontam que 29% dos ganhos das famílias brasileiras são usados para quitar dívidas. Isso representa três a cada dez reais que entram em casa. Assim, sobra pouco dinheiro para o consumo.A colunista destaca que os pedidos de empréstimo também têm crescido entre as famílias de baixa renda. A proposta é que o Governo Federal encontre uma forma de dar suporte aos endividados, durante o ano eleitoral.
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