Protestos no Irã deixam ao menos 72 mortos e mais de 2 mil presos
País passa por manifestações durante crise econômica

O Irã passa por uma onda de protestos desde o final de 2025, causadas inicialmente pela grave crise econômica e inflação elevada. De acordo com a agência americana de notícias Human Rights Activists News Agency (Hran), mais de 2300 pessoas foram presas e 72 foram mortas.
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A organização de cibersegurança NetBlocs anunciou neste sábado que um bloqueio de internet no país permanece mesmo após 48 horas. Os dados de acesso da internet registram que o uso sofreu uma queda para 1% do tráfego comum, desde 8 de janeiro. Desde que surgiram protestos que criticavam o governo do Irã, o país sofreu o bloqueio de rede.
A agência Hran declarou na última sexta-feira (9) que houveram protestos em 512 locais em 180 cidades, além de 65 mortes: 50 manifestantes, 14 agentes policiais e um “civil ligado ao governo”.
O representante do regime e aiatolá, título usado por clérigos de alto escalão da religião islâmica, Ali Khamenei, declarou que o seu governo não vai recuar contra os protestos generalizados, que estão cada vez mais violentos nos últimos dias. Em pronunciamento na última sexta-feira (9), Khamenei afirmou que os manifestantes são “vândalos e “sabotadores”.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã “busca liberdade” e que os americanos estão em prontidão para intervirem caso o regime iraniano mate manifestantes pacíficos.
