São Paulo segue com mais de 300 mil imóveis sem energia após vendaval
Na cidade de São Paulo, são 283.281 imóveis sem luz, o que representa 4,88% da área de concessão

A Região Metropolitana de São Paulo segue com 312 mil imóveis sem energia elétrica, conforme balanço atualizado divulgado pela concessionária Enel neste sábado (13). O número representa 4,59% do total da área de concessão da companhia.
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Na cidade de São Paulo, são 283.281 imóveis sem luz, o que representa 4,88% da área de concessão. Em cidades como Cotia, 16.095 imóveis seguem afetados; 7.589 em Embu das Artes; 11.946 em Itapecerica da Serra; e 12.167 em São Bernardo do Campo.
As cidades da Grande São Paulo enfrentam um apagão desde terça-feira devido à passagem de um ciclone extratropical com ventos superiores a 97km/h.
Na noite desta sexta-feira (12), a Justiça de São Paulo concedeu uma tutela de urgência determinando que a Enel restabeleça o fornecimento de energia elétrica na região em prazos exíguos, sob pena de multas pesadas.
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A decisão responde a uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Defensoria Pública do Estado. A juíza Gisele Valle Monteiro da Rocha, da 31ª Vara Cível do Foro Central, estipulou uma multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento das determinações.
A decisão divide o restabelecimento do serviço em dois grupos de prioridade, com a contagem do prazo iniciando a partir da ciência da decisão:
Prazo máximo de 4 horas: Para unidades hospitalares e serviços de saúde (incluindo 114 unidades citadas sem energia), pacientes eletrodependentes (que usam home care), instituições públicas essenciais (delegacias, presídios), escolas, creches e sistemas de abastecimento de água e saneamento (bombas da Sabesp e de condomínios).
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Prazo máximo de 12 horas: Para todas as demais unidades consumidoras residenciais e comerciais afetadas desde o dia 9 de dezembro de 2025.
Além disso, a concessionária foi obrigada a fornecer, também em até 12 horas, informações claras e precisas sobre a estimativa de retorno da energia em seus canais de atendimento (site, app e telefone), sob pena da mesma multa horária.
Em seu despacho, a magistrada foi dura ao criticar a atuação da Enel. Segundo o texto, a concessionária demonstrou "falha estrutural grave" ao permitir uma interrupção por mais de 72 horas sem um plano de contingência eficaz.
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"O histórico recente demonstra que a concessionária não aprendeu com os episódios anteriores nem dimensionou sua estrutura para o período crítico de chuvas e festas", escreveu a juíza.
