Sem acordo, ferroviários de SP decidem manter greve na CPTM pelo 2º dia
Prefeitura de São Paulo também decidiu suspender rodízio municipal novamente

Em assembleia realizada no início da noite desta terça-feira (4), os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram manter a greve que afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade dos trens de São Paulo. A decisão ocorre após tentativa frustrada de negociação com o governo estadual.
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Com isso, o paulistano pode ter mais um dia de caos no trânsito e no transporte, já que a paralisação já afetou a região metropolitana nesta terça-feira. Para mitigar o caos no transporte, a prefeitura suspendeu o rodízio municipal de veículos durante todo o dia e já anunciou que ele seguirá suspenso na quarta.
O ponto central do conflito é a exigência de uma garantia por escrito de que não haverá demissões durante o processo de transição das linhas. Segundo a categoria, cerca de 500 funcionários correm o risco de perder seus postos de trabalho com a devolução da administração das três linhas para a concessionária responsável.
Embora a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirme ter reiterado o compromisso com a preservação dos empregos e oferecido benefícios como a inclusão no Instituto de Assistência Médica ao Servidor, o sindicato alega que não houve formalização de um documento concreto que assegure a permanência de todos os trabalhadores.
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Impactos e determinação judicial
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que o sindicato opere com uma frota mínima de 80% nos horários de pico e 60% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 400 mil em caso de descumprimento.
Enquanto as linhas operadas pelo sindicato da Zona Central do Brasil seguem paralisadas, as demais linhas da CPTM (7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa) e todo o sistema do Metrô funcionam normalmente.
Próximos passos
Os ferroviários afirmam que permanecem abertos ao diálogo, mas condicionam o fim do movimento à formalização do compromisso de preservação dos empregos por parte do governo. Uma nova assembleia geral foi convocada para esta quarta-feira (5), às 17h, para reavaliar os rumos da paralisação e os resultados de eventuais novas conversas.
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Recentemente, as linhas em greve voltaram ao controle estatal após falhas operacionais graves registradas sob a gestão da concessionária privada Trivia Trens, o que intensificou o debate sobre a segurança jurídica e a gestão pública do sistema ferroviário paulista
