A volta para casa do trabalhador paulistano é marcada por grandes complicações no transporte público nesta terça-feira (4). A greve dos metroferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) afeta a circulação em três linhas da rede, prejudicando cerca de 1 milhão de passageiros.
As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, atingidas pela paralisação, realizam a ligação entre o centro da capital paulista e o extremo leste da cidade. Com as estações e plataformas paralisadas ou com fluxo restrito, milhares de pessoas enfrentaram plataformas lotadas, longas filas e dificuldades de embarque nos ônibus e transportes alternativos.
Por conta dos transtornos causados no trânsito e no transporte público, a Prefeitura de São Paulo determinou a suspensão do rodízio municipal de veículos na capital.
Impasse e motivação do movimento
O motivo do movimento grevista é a insatisfação da categoria diante do processo de concessão das linhas para a iniciativa privada. De acordo com o sindicato da categoria, os funcionários temem demissões em massa e cobram a garantia de relocação e manutenção dos seus empregos.
O Governo do Estado de São Paulo alega que absorverá os trabalhadores em outros setores da administração pública. No entanto, a representação dos trabalhadores afirma que o Estado não ofereceu garantias formais suficientes para assegurar os postos de trabalho, gerando um impasse na negociação.
O sindicato confirmou que a greve está mantida para esta quarta-feira (5).
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