Brasil Urgente

Ferroviários votam possível greve nas linhas da CPTM em SP

Linhas 11, 12 e 13 da CPTM podem parar nesta terça-feira (4); categoria exige garantia de manutenção de empregos após a suspensão da concessionária privada

Felipe Garraffa
FELIPE GARRAFFA

03/08/2026 • 19:07 • Atualizado em 03/08/2026 • 19:10

Os trabalhadores das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM, em São Paulo, realizam uma assembleia decisiva na noite desta segunda-feira (3) para votar a aprovação de uma greve por tempo indeterminado.

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Caso a maioria simples aprove a proposta em votação pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB), os trens que atendem principalmente a Zona Leste da capital e a Região Metropolitana de São Paulo deixarão de circular a partir da 00h01 desta terça-feira (4).

Risco de demissões e bastidores do impasse

O principal motivo para a convocação da assembleia é o impasse trabalhista gerado no processo de transição operacional das linhas.

Recentemente, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) reassumiu temporariamente o controle dos ramais por 90 dias após sucessivas panes graves e um princípio de incêndio registrados sob a gestão da concessionária privada Trivia Trens.

Durante a reorganização e assunção do controle, o sindicato identificou o risco iminente de demissão de cerca de 500 funcionários envolvidos na operação.

Entre as reivindicações de ferroviários estão:

  • Garantia de emprego: Preservação integral dos postos de trabalho dos funcionários da CPTM e envolvidos na operação.
  • Gestão pública: Defesa da retomada permanente do controle estatal das linhas concedidas.
  • Apoio ao PL nº 730/2025: Tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para a absorção de trabalhadores da companhia por órgãos do Estado.

Entenda o contexto recente nas linhas 11, 12 e 13 da CPTM

As linhas atingidas pela ameaça de paralisação passaram por episódios críticos de falhas técnicas nas últimas semanas. Pane no sistema elétrico e incêndio em vagões provocaram interrupção nas viagens, fazendo com que passageiros caminhassem sobre os trilhos.

Diante dos problemas, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou o afastamento preventivo da Trivia Trens, devolvendo a operação emergencial à CPTM. Além do acompanhamento do Governo do Estado, as falhas também são alvo de inquérito civil no Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Outro Lado

O Governo de São Paulo e a CPTM informam que acompanham as negociações trabalhistas com o sindicato e buscam alternativas para conter a paralisação e garantir o atendimento aos usuários do transporte público.