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Oceanos registram recorde de calor para junho, aponta observatório europeu

Cientistas esperam novas temperaturas recordes na superfície do mar em 2026 devido ao efeito combinado da mudança climática e do El Niño

2 min

01/07/2026 08:27 • Atualizado há 115 dias

Oceanos registram recorde de calor para junho, aponta observatório europeu

Os oceanos, que cobrem dois terços da Terra, tiveram o junho mais quente já registrado e podem bater novos recordes em 2026 devido ao efeito combinado do El Niño e do aquecimento global, anunciou nesta quarta-feira (1º) o observatório europeu Copernicus.

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As temperaturas globais da superfície do mar (TSM) já ultrapassaram os níveis recordes para esta época do ano, alcançados em 2023 e 2024, segundo os dados mais recentes do Copernicus.

O Centro Europeu para as Previsões Meteorológicas a Médio Prazo comunicou que os dados diários das TSM registrados pelo Serviço de Mudança Climática do Copernicus (C3S) ultrapassaram os níveis recordes anteriores no dia 21 de junho, com 20,86ºC, ligeiramente acima dos 20,83ºC observados em 2023 e 2024.

Já segundo os dados do Serviço de Vigilância Marítima do Copernicus (CMEMS), a temperatura média na superfície dos oceanos foi de 20,98°C em junho, superando o recorde anterior de junho de 2024 (20,89°C).

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"As condições atuais podem indicar o início de uma nova fase que nos levará, mais uma vez, a um território inexplorado", alertou o diretor do C3S, Carlo Buontempo. Ele destacou ainda que, com as temperaturas oceânicas nesses níveis e o fenômeno do El Niño no horizonte, é provável que haverá quebra de recordes de temperatura nos próximos meses.

O atual nível de aquecimento "sem precedentes" reflete tanto as alterações climáticas como do fenômeno El Niño, cuja intensidade "provavelmente atingirá níveis que não se observavam há décadas".

Em junho, as temperaturas estiveram particularmente altas no Pacífico equatorial central e oriental, a área que sofre em cheio o efeito do El Niño, um fenômeno climático natural que aquece as águas superficiais e causa secas, inundações e altas temperaturas em todo o mundo.

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as/cn (Efe, Lusa, AFP)

Autor: Redação DW

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