Após terapia experimental, Ana Beatriz volta a sentir os pés
Jovem atingida por galho de árvore em Curitiba faz reabilitação intensa e família comemora retorno da sensibilidade nas pernas

A fonoaudióloga Ana Beatriz, de vinte e dois anos, atingida por um galho de árvore no Centro de Curitiba em 13 de junho e que perdeu os movimentos das pernas, voltou a apresentar sinais de sensibilidade nos pés neste domingo após receber uma terapia experimental com polilaminina na madrugada da última quarta-feira, 17.
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A família relata que a jovem descreveu a nova sensação como um formigamento nos pés e na panturrilha, o que reacendeu a esperança de recuperação dos movimentos.
Segundo a mãe de Ana Beatriz, Vanessa Stubinski, ao estimular o membro inferior com o toque de uma unha, a jovem passou a apresentar pequenos espasmos nos dedos dos pés, interpretados como reflexo neurológico.
Na avaliação de Vanessa, esses sinais iniciais confirmam a orientação do coordenador do projeto que aplica a polilaminina, para quem a paciente começa a recuperar a sensibilidade nas pernas.
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Terapia experimental com polilaminina
A terapia com polilaminina foi desenvolvida por pesquisadores brasileiros e ainda está em fase experimental. O protocolo é voltado ao tratamento de lesões agudas na medula espinhal, como a sofrida por Ana Beatriz.
De acordo com informações da equipe que acompanha o estudo, quase 100 pacientes em todo o país já receberam a medicação em centros de referência para trauma medular.
Além das cirurgias, Ana Beatriz passa por um processo intenso de reabilitação física para tentar recuperar a força e a mobilidade nas pernas.
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"É fisioterapia super intensa, todos os dias, três vezes ao dia", descreveu Vanessa Stubinski ao comentar a rotina da paciente.
Família celebra cada avanço
Para a família, cada novo reflexo ou sensação relatada por Ana Beatriz representa um passo importante no caminho da reabilitação.
"Você passa com a unha e o dedo dá uns espasmos, esse reflexo. São pequenos passos, não é nada muito grande, mas para quem não tem nada, 1% que ela sinta é uma vitória. Cada dia é uma vitória. Cada evolução dela é uma vitória", afirmou a advogada.
Na visão de Vanessa, a confiança da própria paciente tem papel central no tratamento e inspira a todos ao redor.
"Porque ela acredita, então a gente vai acreditar muito mais. Cabe a nós ficar orando, rezando por ela para que ela tenha essa força que está demonstrando. Qualquer evolução eu digo: meu Deus, vai andar, vai andar. Então ela está bem confiante", relatou.
A família acredita que, com a continuidade da terapia experimental e da reabilitação intensiva, Ana Beatriz poderá retomar a rotina que mantinha antes do acidente no centro de Curitiba.
