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Curitiba e cidades da RMC acionam Justiça para tirar trilhos

O governo do Paraná e as prefeituras de Curitiba, Almirante Tamandaré, Itaperuçu e Rio Branco do Sul ingressaram na Justiça para pedir a retirada dos trilhos

3 min

02/09/2026 14:40 • Atualizado há 52 dias

Curitiba e cidades da RMC acionam Justiça para tirar trilhos

O governo do Paraná e as prefeituras de Curitiba, Almirante Tamandaré, Itaperuçu e Rio Branco do Sul ingressaram na Justiça para pedir a retirada dos trilhos das áreas urbanas e a suspensão da passagem de trens no ramal ferroviário norte, em reação à proposta da nova concessão da Malha Sul.

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O que pedem Estado e municípios

O ramal norte da ferrovia atravessa as quatro cidades e, em Curitiba, passa por 21 bairros ao longo de mais de 40 quilômetros de extensão. A ação judicial pretende impedir que o novo contrato mantenha a operação de cargas dentro das zonas densamente povoadas.

De acordo com a Procuradoria-Geral do Estado, entre 2004 e 2025 foram registradas 437 ocorrências envolvendo trens na capital paranaense. Os dados embasam o pedido para que o traçado atual seja revisto e que o transporte ferroviário deixe de cortar áreas urbanas.

O processo sustenta ainda que é possível transferir as cargas hoje transportadas no ramal norte para o sistema rodoviário. Segundo a procuradora do Estado Carolina Kummer Trevisan, essa alternativa deve ser analisada no contexto da nova concessão, com foco na segurança da população e na redução de conflitos urbanos.

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Preocupação com impacto nas rodovias

Para o superintendente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, a retirada dos trilhos de dentro das cidades é necessária, mas precisa vir acompanhada da construção de um contorno ferroviário.

Na avaliação dele, apenas transferir a carga para caminhões pode aumentar de forma significativa o fluxo nas rodovias e elevar o risco de acidentes. Mohr defende que o novo traçado ferroviário seja planejado para manter a competitividade logística sem sobrecarregar as estradas.

Engenheiros pedem planejamento conjunto

O presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Nelson Luiz Gomes, considera possível retirar todos os trilhos do interior dos municípios atingidos pelo ramal norte. Ele ressalta, porém, que essa mudança exige um esforço conjunto entre governos, concessionária e setor produtivo.

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Segundo Gomes, é preciso estruturar um novo trajeto ferroviário e aprofundar os estudos já em andamento, para definir o melhor traçado e as obras necessárias antes de qualquer alteração definitiva.

Posição da concessionária

Em nota, a concessionária Rumo informou que opera regularmente o trecho ferroviário de aproximadamente 45 quilômetros entre Curitiba e Rio Branco do Sul, em conformidade com o contrato de concessão e as normas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A empresa afirmou que ainda não teve acesso ao conteúdo da ação ajuizada pelo Estado do Paraná e que se manifestará após analisar o processo. A concessionária disse manter diálogo com os governos municipal, estadual e federal para reduzir conflitos urbanos e destacou que, como prestadora de serviço público federal, mantém tratativas com o Ministério dos Transportes sobre alternativas para o futuro da Malha Sul, cabendo ao governo federal as decisões sobre o tema.

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