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Médica é denunciada pela morte de seis crianças no Paraná

Pelo menos seis vítimas, entre recém-nascidos e adolescentes, teriam sido afetadas por contaminação cruzada em Campina Grande do Sul

2 min

22/08/2026 10:28 • Atualizado há 10 dias

Médica é denunciada pela morte de seis crianças no Paraná

O Ministério Público do Paraná denunciou a médica responsável pela direção técnica da UTI pediátrica do Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, após a morte de pelo menos seis crianças por contaminação por bactérias multirresistentes entre maio e julho de 2024. A Justiça aceitou a acusação e a profissional vai responder por homicídio culposo.

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Segundo o MP, a investigada teria agido com negligência ao deixar de fiscalizar rotinas e descumprir protocolos básicos de biossegurança na unidade de terapia intensiva. A decisão judicial também não descarta a responsabilização de outros profissionais ligados ao setor.

Relato de mãe após morte de menina de 10 anos

Entre as vítimas está Pietra, de dez anos, filha da advogada Gardênia. A menina deu entrada no hospital em 2024, após um acidente, e ficou internada por 22 dias na UTI pediátrica, onde morreu. A mãe afirma que, durante o período, observou diversos procedimentos feitos de maneira inadequada.

"A enfermeira veio ela trocou as fraldas da Pietra na hora da troca ela sujou a mão da Pietra com fezes, depois que ela fez a troca da fralda ela foi limpar o tubo a parte superior."

Além de Pietra, pelo menos outras cinco crianças — de recém-nascidos até 11 anos de idade — morreram na mesma UTI pediátrica do Hospital Angelina Caron, em um período de três meses, em meio à grave contaminação por bactérias multirresistentes dentro da unidade.

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Investigação aponta contaminação cruzada

Conforme descreve a denúncia, práticas como reutilização de luvas entre diferentes pacientes, falta de higiene em procedimentos cotidianos e privação de banho teriam favorecido uma contaminação cruzada entre as crianças internadas. Para o MP, essas falhas contribuíram diretamente para o surto de infecções graves registrado no setor.

"Chegou-se a conclusão que de fato houve uma omissão, uma negligência grave na prática da conduta pela direção técnica da UTI", afirmou o promotor de Justiça Élder Teodorovicz.

O Ministério Público também pediu que a médica denunciada pague indenização mínima de R$ 50 mil a cada família das vítimas. A ação penal segue em tramitação na Justiça do Paraná.

Posicionamento do hospital

Em nota, o Hospital Angelina Caron informou que vai se manifestar sobre o caso dentro dos prazos legais. A instituição não esclareceu se a médica denunciada permanece atuando na unidade. Enquanto isso, famílias das crianças aguardam os próximos passos da investigação e do processo judicial.

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