Paraná registra primeiro caso de mpox em 2026; paciente é paraguaio
Brasil soma 88 infecções neste ano, sem mortes, com maioria dos registros em São Paulo

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou nesta quarta-feira (26) o primeiro caso de mpox em 2026 no estado. O paciente é um homem paraguaio que procurou atendimento em Foz do Iguaçu, na região oeste, e segue em acompanhamento pelas equipes de vigilância epidemiológica.
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De acordo com a pasta, o homem recebeu orientação médica e permanece sob monitoramento para evitar novos contágios. Nos últimos dois anos, o Paraná registrou 93 casos da doença, sendo 49 em 2024 e 44 em 2025. A maioria dos pacientes, 88 ao todo, é formada por homens.
Casos em alta no Brasil
Conforme dados do Ministério da Saúde, o Brasil soma 88 casos confirmados de mpox em 2026. Outros dois seguem em investigação. O avanço chamou a atenção das autoridades: em 20 de fevereiro, o país contabilizava 48 casos e, cinco dias depois, o número quase dobrou.
A maior concentração de registros está em São Paulo, com 63 confirmações. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 15 casos; Rondônia, com 4; Minas Gerais, com 3; Rio Grande do Sul, com 2; Distrito Federal, com 1; e Paraná, também com 1 caso confirmado.
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Apesar do crescimento recente, não há registro de mortes por mpox no Brasil em 2026. No ano passado, o país contabilizou 1.079 casos e duas mortes relacionadas à doença.
O que é a mpox e como ocorre a transmissão
A mpox é causada por um vírus da mesma família da varíola. A transmissão acontece principalmente pelo contato próximo com lesões de pele, fluidos corporais, gotículas respiratórias ou objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas.
Na maior parte dos casos, a doença evolui com sintomas leves, como febre, dor de cabeça, ínguas e lesões na pele. Pessoas com imunidade comprometida, porém, precisam de atenção redobrada, já que têm maior risco de desenvolver complicações.
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Orientações das autoridades de saúde
O Ministério da Saúde informou que segue monitorando a situação em todo o país e atua em conjunto com as vigilâncias epidemiológicas estaduais para conter a disseminação do vírus.
As autoridades reforçam que, embora haja aumento no número de casos, a maioria dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados. A recomendação é manter os cuidados de higiene, buscar atendimento médico ao surgirem sintomas e seguir as orientações oficiais, evitando a disseminação de informações falsas sobre a doença.
