Saúde

Mpox no Brasil: entenda o que é a doença, os sintomas e como prevenir

Doença viral transmitida por contato próximo segue em circulação no Brasil e no mundo, com novos casos e variantes monitoradas por autoridades de saúde

Da redação
DA REDAÇÃO

25/02/2026 • 10:49 • Atualizado em 25/02/2026 • 10:49

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Resumo

Atualização do Ministério da Saúde confirmou 88 casos de mpox no Brasil em 2026, com São Paulo concentrando 63 registros, seguida por Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná; não há mortes neste ano, mas 171 casos seguem em investigação.

Vacinação com imunizante Jynneos/Imvanex está disponível desde 2023 para grupos prioritários, como pessoas com HIV/Aids, profissionais de laboratório e contatos de casos confirmados, sendo realizada em duas doses com intervalo de quatro semanas.

Transmissão ocorre por contato direto com infectados, secreções ou objetos contaminados, e sintomas principais incluem erupções cutâneas, febre e dores; prevenção envolve higiene, uso de máscaras e isolamento de casos confirmados até cicatrização das lesões.

O Brasil chegou a 88 casos confirmados de mpox em 2026, segundo atualização do painel epidemiológico do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira (24). Outros 171 casos seguem sob investigação. Até o momento, não há registro de mortes neste ano.

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A maior concentração está em São Paulo, com 63 confirmações. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 15 casos, além de novos registros em Minas Gerais (3) e Paraná (1).

Em 2025, o país contabilizou 1.045 casos confirmados e três óbitos relacionados à doença.

O cenário brasileiro acompanha a vigilância internacional. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a mpox segue em circulação global, com diferentes clados identificados e monitoramento de variantes, embora não esteja classificada atualmente como emergência de saúde pública internacional.

O que é mpox?

A mpox, anteriormente chamada de varíola dos macacos, é uma infecção viral causada pelo vírus MPXV, da mesma família da antiga varíola humana. A doença pode variar de quadros leves a moderados, mas exige acompanhamento médico, especialmente em pessoas com imunossupressão.

O período de incubação varia de 3 a 21 dias.

Sintomas da mpox

Os principais sinais e sintomas incluem:

  • Erupções cutâneas ou lesões na pele
  • Inchaço dos linfonodos
  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dores musculares
  • Calafrios
  • Fraqueza

As lesões evoluem em estágios — de manchas para bolhas, pústulas e crostas — e o quadro clínico costuma durar de duas a quatro semanas. Ao apresentar sintomas suspeitos, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

Como ocorre a transmissão?

A transmissão acontece principalmente por contato próximo com pessoa infectada, por meio de:

  • Abraços e beijos
  • Relações sexuais
  • Contato direto com lesões na pele
  • Secreções respiratórias em ambientes fechados
  • Objetos contaminados, como roupas, toalhas, lençóis e utensílios
  • Também pode ocorrer por contato indireto com superfícies contaminadas.

Medidas de prevenção

O Ministério da Saúde reforça as seguintes recomendações:

  • Evitar contato direto com lesões de pessoas infectadas
  • Usar luvas e máscara em caso de necessidade de contato
  • Lavar as mãos com frequência ou usar álcool em gel
  • Higienizar roupas, toalhas e lençóis
  • Desinfetar superfícies
  • Descartar corretamente resíduos contaminados
  • Casos confirmados devem manter isolamento até a cicatrização completa das lesões.

Vacinação contra mpox no Brasil

A campanha de vacinação começou em 2023, após a liberação provisória pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do imunizante Jynneos/Imvanex, produzido pela farmacêutica Bavarian Nordic.

O esquema vacinal prevê duas doses com intervalo de quatro semanas e é direcionado a grupos específicos, devido à limitação de produção e acesso às vacinas.

Pré-exposição

  • Pessoas entre 18 e 49 anos que vivem com HIV/Aids
  • Profissionais que lidam diretamente com o vírus em laboratórios
  • Pessoas em profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), se houver disponibilidade
  • É necessário respeitar intervalo mínimo de 30 dias entre imunizantes previamente aplicados.

Pós-exposição

Pessoas com mais de 18 anos que tiveram contato direto ou indireto com secreções ou fluidos de indivíduos infectados

A vacinação deve ser realizada preferencialmente em até quatro dias após a exposição, podendo ocorrer em até 14 dias em situações excepcionais, embora com redução da efetividade.

Por que a mpox voltou a preocupar?

O aumento dos casos em 2026 reforça que o vírus segue em circulação no país, especialmente em grandes centros urbanos. Apesar de não haver mortes registradas neste ano, o avanço das confirmações e o número de casos suspeitos mantêm o alerta das autoridades sanitárias.

A orientação é que pessoas com sintomas evitem contato próximo, informem seus contatos recentes e busquem avaliação médica para diagnóstico e acompanhamento adequados.

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