Perícia descarta violência sexual em criança de 4 anos em Curitiba
PCPR ouviu mais de 20 pessoas e analisou câmeras da escola; nenhum indício de crime foi encontrado

Investigação da PCPR ouviu crianças, familiares e servidores, analisou imagens de segurança e concluiu que não há elementos que indiquem abuso sexual no caso do Cajuru.
Foto: Redes Sociais
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou nesta sexta-feira (2) que a investigação sobre a suspeita de violência sexual contra uma criança de 4 anos, matriculada na Escola Municipal Rita Anna de Cássia, no bairro Cajuru, não encontrou elementos que indiquem a ocorrência do crime.
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Segundo o delegado Rodrigo Rederde, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), o laudo pericial foi negativo para violência sexual. A análise também não identificou vestígios de sêmen.
A criança apresentava uma lesão na região anal, situação que motivou a investigação. De acordo com o delegado, porém, a perícia concluiu que a lesão não foi provocada por violência sexual.
Criança não relatou violência, diz delegado
Segundo Rederde, os pais foram ouvidos e afirmaram que, em nenhum momento, a criança contou ter sofrido abuso. O menino teria relatado que se machucou no portão da escola e posteriormente no portão de casa.
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A criança também foi ouvida com acompanhamento de uma psicóloga.
“Ela tomou conhecimento, entendia o que falávamos e, mesmo assim, a nossa psicóloga fez essa escuta e confirmou que ele não foi violentado em nenhum momento, não reportou isso em nenhum momento”, afirmou o delegado.
A PCPR reforçou que a existência da lesão, por si só, não permite determinar sua origem.
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Segundo Rederde, esse tipo de ferimento pode ter diferentes causas e a avaliação sobre eventual violência cabe à perícia especializada.
Outras cinco crianças foram ouvidas
A investigação também ouviu outras cinco crianças cujos pais procuraram a polícia diante da repercussão do caso.
De acordo com o delegado, nenhuma delas relatou ter sido vítima de violência sexual.
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Entre as crianças ouvidas estavam duas meninas de 6 anos. Segundo a PCPR, elas compreenderam os questionamentos realizados durante a escuta e também negaram qualquer episódio de abuso.
Mais de 20 pessoas prestaram depoimento
Além das crianças e dos familiares, a Polícia Civil ouviu mais de 20 pessoas durante a investigação.
Servidores, inspetores e outras pessoas ligadas à escola foram chamados para prestar esclarecimentos.
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Segundo o delegado, nenhum dos depoimentos apontou situação considerada suspeita ou alteração na rotina da unidade que pudesse indicar a ocorrência de violência.
Câmeras da escola foram analisadas
A PCPR também analisou imagens das câmeras de segurança da escola referentes aos dois dias apontados inicialmente pela família como possíveis datas da ocorrência.
De acordo com Rederde, nenhuma situação fora da rotina escolar foi identificada.
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O delegado ressaltou que nem todas as câmeras alcançam a área onde a criança permanecia, mas afirmou que as imagens disponíveis foram verificadas para reconstruir a movimentação de funcionários e outras pessoas no local.
A investigação também analisou redes sociais e perfis online de servidores que poderiam ter algum contato com a criança. Segundo a polícia, não foi identificado nenhum elemento relacionado a violência sexual ou pedofilia.
Polícia orienta famílias a procurar autoridades
Durante a entrevista, o delegado também afirmou que suspeitas envolvendo crianças devem ser comunicadas diretamente às autoridades.
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Segundo ele, investigações conduzidas de forma paralela por familiares podem prejudicar uma eventual apuração policial, principalmente pela possibilidade de perda ou alteração de provas.
O caso ganhou repercussão após familiares e moradores realizarem uma manifestação em frente à escola, no Cajuru, para cobrar esclarecimentos.
Naquele momento, a Polícia Civil ainda aguardava exames complementares e afirmava que não era possível confirmar se havia ocorrido violência sexual.
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Com a conclusão dos exames e das diligências, a PCPR informou nesta sexta-feira que não encontrou elementos que confirmem a suspeita.
