Presidente da Abrabar chama lista de boicote a bares de “palhaçada”
Fábio Aguayo critica campanhas contra estabelecimentos comerciais e defende respeito aos empresários e consumidores.
O presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), Fábio Aguayo, criticou a circulação de uma lista de boicote a estabelecimentos comerciais e classificou a iniciativa como uma “palhaçada e papagaiada”. Segundo ele, a exposição pode acabar produzindo o efeito contrário ao pretendido, funcionando como publicidade gratuita para os negócios citados.
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Após a eleição nacional, clientes, empresários e até políticos fizeram uso das redes sociais protagonizando boicotes por conta do resultado das urnas.
A manifestação ocorre em meio a discussões sobre o uso do consumo como forma de manifestação de posicionamentos ideológicos. Para Aguayo, bares, restaurantes e casas noturnas não devem ser transformados em alvos de campanhas que dividem consumidores e empresários.
O presidente da entidade afirma que alguns estabelecimentos têm aproveitado a repercussão para divulgar suas marcas e apresentar os serviços oferecidos ao público.
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“Somos maiores do que isso. Vivemos em uma democracia, e nosso compromisso não é com disputas ideológicas, mas com nossos clientes. Nosso lado é o do bom atendimento, da qualidade dos alimentos, dos produtos, das experiências e das bebidas. São os clientes a razão da nossa existência”, afirma.
Abrabar critica boicotes motivados por posicionamentos ideológicos
Segundo a Abrabar, os estabelecimentos do setor desempenham um papel importante na geração de empregos, na movimentação da economia e nas atividades de lazer e turismo das cidades.
A entidade argumenta que empresários e trabalhadores já enfrentam dificuldades relacionadas aos custos de funcionamento, à carga tributária, à segurança e à contratação de mão de obra.
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Para Aguayo, campanhas de boicote motivadas por divergências ideológicas podem atingir não apenas os proprietários, mas também funcionários e famílias que dependem desses negócios.
“Não podemos aceitar que empresários e trabalhadores sejam transformados em alvos de campanhas de boicote por razões alheias à qualidade dos serviços que prestam. Cada estabelecimento tem sua história, seus investimentos, seus colaboradores e suas famílias que dependem dessa atividade. É preciso respeitar quem empreende e gera oportunidades”, destaca.
Presidente diz que boicote pode gerar publicidade gratuita
Na avaliação de Aguayo, a divulgação das listas pode acabar ampliando a visibilidade dos estabelecimentos citados.
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Ele afirma que alguns empresários estão conseguindo transformar a exposição em uma oportunidade para divulgar produtos, serviços e experiências oferecidas aos consumidores.
A Abrabar defende que a escolha de frequentar ou não determinado estabelecimento cabe ao consumidor, enquanto os empresários devem ter liberdade para exercer suas atividades e atender diferentes públicos.
Para a entidade, o desempenho dos bares e restaurantes deve estar relacionado à qualidade do atendimento, aos preços e aos serviços oferecidos.
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Entidade defende respeito às diferenças
O presidente da Abrabar também pediu união entre os empresários e afirmou que divergências ideológicas não devem comprometer a convivência nos estabelecimentos comerciais.
“Em vez de alimentar divisões, vamos valorizar quem trabalha, quem investe e quem recebe bem. Que cada estabelecimento conquiste seus clientes pela qualidade, pelo preço justo, pela criatividade e pela experiência oferecida. A melhor resposta a qualquer tentativa de boicote é um setor unido, forte e comprometido com a excelência”, conclui Aguayo.
A associação afirma que continuará defendendo bares, restaurantes e casas noturnas, independentemente das preferências pessoais ou dos posicionamentos de seus representantes.
