Caso Rope Jump: Justiça cobra Meta sobre dados apagados após morte
A Justiça de São Paulo determinou que a Meta (empresa responsável pelo WhatsApp e Instagram) informe se mensagens de um grupo de WhatsApp foram excluídas após

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser jogada de cerca de 40m
Montagem/Band Multi
A Justiça de São Paulo determinou que a Meta (empresa responsável pelo WhatsApp e Instagram) informe se mensagens de um grupo de WhatsApp foram excluídas após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem faleceu no dia 13 de junho ao realizar um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), sendo lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem que as cordas de segurança estivessem conectadas.
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Nesta terça-feira (3), estão previstos os interrogatórios de três réus no processo: os instrutores Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves. A Justiça negou o pedido da defesa para adiar a audiência até que a Meta respondesse aos questionamentos.
Segundo a denúncia formulada pelo Ministério Público, os responsáveis pelo salto não teriam adotado medidas básicas de segurança, como a conferência da conexão da corda e a checagem dos equipamentos. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça.
Exclusão de mensagens e perfil
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Além do grupo no aplicativo de mensagens no WhatsApp, o Tribunal busca identificar por que o perfil da empresa Entre Cordas no Instagram foi retirado do ar — investigando se a conta foi desativada pelos próprios proprietários ou pela plataforma.
Em 27 de outubro, houve uma tentativa de acesso ao perfil, barrada por um sistema de verificação em duas etapas vinculado a um telefone não identificado. A decisão judicial ordenou a preservação integral do histórico de conversas dos praticantes que saltariam naquele dia.
Ao todo, quatro integrantes da organização respondem por homicídio qualificado com dolo eventual. A proprietária da empresa, Evelyne dos Santos Gonçalves, também foi denunciada por fraude processual sob a acusação de tentar eliminar provas do caso.
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O processo segue em andamento na audiência de instrução do caso, que prevê o depoimento de 31 testemunhas e o interrogatório dos acusados. Em paralelo, a Polícia Civil apura o desaparecimento da câmera de ação que estava acoplada ao braço da vítima durante o salto.
