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Como a guerra no Oriente Médio pode encarecer alimentos no Vale do Paraíba?

Especialistas apontam que aumento do preço do petróleo eleva custos de transporte e pode impactar o valor dos alimentos na região

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02/03/2026 16:22 • Atualizado há 190 dias

Como a guerra no Oriente Médio pode encarecer alimentos no Vale do Paraíba?

Os ataques registrados no Oriente Médio provocaram fortes oscilações nos mercados globais, com impacto direto no preço do petróleo. Nesta segunda-feira (02), o barril chegou a registrar uma alta de até 13%, elevando o sinal de alerta para a economia mundial.

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Segundo o jornalista da Rádio Bandeirantes, Luiz Felipe Nunes, especialistas avaliam que, diante do agravamento do cenário, o valor do petróleo pode atingir a marca de US$ 100, após ter sido negociado entre US$ 60 e US$ 70 na semana passada. O aumento está diretamente ligado à instabilidade envolvendo o Irã, um dos maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo. Além disso, o país controla o Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente, fator que amplia as preocupações com o abastecimento internacional.

As tensões na região também geraram reflexos imediatos no mercado financeiro. Todas as bolsas asiáticas fecharam em queda, refletindo o clima de incerteza e os temores quanto ao aumento dos custos de produção e logística. Para o Brasil, os impactos podem ir além dos combustíveis, afetando o frete interno, o preço dos alimentos e até a política monetária.

O Banco Central brasileiro tem nova reunião marcada para os dias 16 e 17, e o cenário internacional pode influenciar as decisões sobre a taxa de juros, caso a escalada dos preços do petróleo pressione a inflação.

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Segundo o economista Wesley Faustino, o reflexo pode ser sentido diretamente no Vale do Paraíba. De acordo com ele, o mercado abriu com o barril do petróleo tipo Brent, referência internacional, cotado em torno de US$ 79, o que aumenta a possibilidade de reajustes internos.

Esse movimento pode impactar o custo do transporte e, consequentemente, o preço dos alimentos. É um efeito em cadeia, explicou.

Por outro lado, o economista destaca que o cenário também apresenta oportunidades. Como o Brasil é exportador de petróleo, a alta nos preços pode resultar em maior arrecadação de royalties, beneficiando investidores e os cofres públicos. “É uma faca de dois gumes: há riscos para o consumidor, mas também potenciais ganhos econômicos”, concluiu.