
Aiatolá Ali Khamenei
Reuters
O Oriente Médio enfrenta uma grave escalada militar desde sábado, quando Israel e os Estados Unidos iniciaram um ataque coordenado contra o Irã. Em resposta, o governo iraniano revidou com bombardeios ao território israelense e a bases americanas na região, desencadeando um ciclo de violência que já se expande para outros países e eleva drasticamente o número de vítimas.
As Forças Armadas Israelenses informaram que suas ações miram o "coração de Teerã" e outros alvos estratégicos. Do outro lado, o Irã voltou a lançar ataques contra Israel e bases dos EUA. Um bombardeio iraniano na região de Jerusalém deixou 12 mortos. No Irã, o número de vítimas fatais já ultrapassa 550, sendo que cerca de 165 morreram em uma escola. Os Estados Unidos confirmaram a morte de três militares e outros cinco gravemente feridos, enquanto os Emirados Árabes Unidos reportaram três mortes em decorrência de ataques iranianos.
A crise se intensificou com a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, no sábado, em um ataque atribuído a Israel. Em retaliação, o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, atacou o território israelense, o que levou a um bombardeio de Israel contra o Líbano, resultando em 31 mortos e 149 feridos, segundo o ministério da saúde local.
Em pronunciamento, o presidente americano Donald Trump afirmou que a operação continuará "com força total" e prometeu vingar a morte dos soldados. "Os Estados Unidos vingarão suas mortes e desferirão o golpe mais devastador contra os terroristas", declarou, fazendo um apelo para que a Guarda Revolucionária e militares do Irã entreguem as armas em troca de imunidade, ou enfrentarão "morte certa".
Com a morte de Khamenei, que liderava o país desde 1989, um conselho de transição foi instalado para administrar o Irã, tendo como principal nome o aiatolá Alireza Arafi. Segundo o professor de Relações Internacionais Sidney Leite, apesar do abalo, o regime iraniano é estruturado e continua de pé.
A comunidade internacional reagiu à ofensiva. A Rússia, aliada do Irã, e a China, grande compradora de petróleo iraniano, condenaram a ação. O presidente russo, Vladimir Putin, classificou a morte de Khamenei como uma "violação cínica", e a China considerou o ataque uma violação da soberania. Analistas apontam que o conflito reflete uma nova era de "paz pela força", em que cada nação cuida dos próprios interesses, e que uma derrota do Irã representaria também uma derrota para China e Rússia na região.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


