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Gaeco e BAEP fazem buscas em condomínio de luxo em Alphaville Campinas

Operação contra sonegação de R$ 271 mi cumpre mandado em Alphaville Campinas com apoio do BAEP e cão policial

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04/11/2026 18:19 • Atualizado há 2 horas

Gaeco e BAEP fazem buscas em condomínio de luxo em Alphaville Campinas

Gaeco e BAEP fazem buscas em condomínio de luxo em Alphaville Campinas

Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (4), o condomínio de luxo Alphaville Campinas (SP) foi alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da 2ª fase da Operação Enxágue e da Operação Catéter. A megaofensiva conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná e da Receita Federal investiga um esquema de sonegação fiscal de R$ 271 milhões e lavagem de dinheiro no comércio de subprodutos animais.

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Em Campinas, a ação mobilizou o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (1º BAEP) de São Paulo, que empenhou duas viaturas, sete policiais militares e um cão policial no endereço do Alphaville. Apesar da movimentação ostensiva no condomínio, não foram registradas apreensões no local. No total, o município de Campinas recebeu dois dos 64 mandados de busca e apreensão cumpridos em 28 cidades nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Como funcionava o esquema

As investigações apontam que a organização criminosa atuava no mercado de sebo e gordura animal — matéria-prima usada na produção de biodiesel e por curtumes — utilizando empresas de fachada ("noteiras") em nome de "laranjas" e até de pessoas falecidas. A finalidade era emitir notas fiscais simuladas, transferir dívidas tributárias para pessoas jurídicas insolventes e gerar créditos indevidos de ICMS.

Para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos, a Justiça ordenou o bloqueio e sequestro de bens até o limite de R$ 271.481.696,96. Apenas na Operação Catéter, as medidas alcançaram mais de 80 imóveis de alto padrão (incluindo mansões em condomínios fechados, fazendas e um apartamento em São Paulo avaliado em R$ 13,2 milhões), 103 veículos, uma moto aquática e dezenas de milhões de reais em fundos de investimento (FIDCs) e securitizadoras.